O cargo de Secretário de Comunicação do Governo do Estado de Santa Catarina estava vago desde o mês de agosto quando o jornalista Gonzalo Pereira exonerou-se para concorrer às eleições municipais em Florianópolis (Leia aqui).
Na tarde de ontem, 12 de novembro, foi divulgada a contratação de Carlos Rocha para assumir o cargo de Secretário Executivo da Comunicação. O AcontecendoAqui conversou com ele e traz aos seus leitores as primeiras informações sobre os planos do novo Chefe da SECOM SC e sua trajetória profissional.
Fale um pouco sobre a sua trajetória profissional e acadêmica?
Meu primeiro contato com a comunicação social foi como repórter fotográfico onde as pautas e coberturas de eventos proporcionaram-me ampliar minha atuação no jornalismo. Posteriormente, ingressei no mercado publicitário, atuando na produção e direção de imagens para campanhas em diversas áreas, com no varejo, indústria e marketing institucional. Ao mesmo tempo, ingressando na área acadêmica, fui docente nos cursos de comunicação e design, lecionando em Florianópolis, Balneário Camboriú e Itajaí. Não distante, mas também trabalhando com imagens, passei a atuar diretamente com estratégias para posicionamento e marketing político, área com a qual muito me identifico.
De natureza inquieto, fui conquistado pela comunicação pública, importantíssimo serviço e meio de interlocução entre instituições públicas e a sociedade. Logo, já na área pública, junto ao Ministério Público de Santa Catarina, pude vivenciar e realizar, com o suporte de grandiosa equipe de profissionais, trabalhos muito significativos.
O que motivou aceitar o desafio de assumir a SECOM?
Sempre fui discreto, trabalhando na orientação, suporte e aconselhamento de meus clientes e/ou assessorados. Neste caso, a paixão pela comunicação pública e a necessidade sentida no momento da administração estadual de aproximar e harmonizar a relação entre os poderes e com os cidadãos, exigindo indispensável sensibilidade para o diálogo e adequada comunicação sobre as ações executivas, é o desafio. E. profissionalmente, vivo de desafios, sempre assim.
Aceitei o desafio por confiar e acreditar que nosso Estado e o Poder Executivo pode sempre evoluir em sua relação com seu principal interlocutor: o povo, a gente catarinense. Acredito, também, que a Secretaria de Comunicação precisa, cada vez mais, ser vista como núcleo estratégico, atuando além das atribuições ordinárias, mas também no planejamento, na prevenção de crises, em relações públicas e, principalmente, como agente promotor da transparência do governo.
Esta visão é compartilhada com a Governadora Daniela Reinehr, a quem agradeço a confiança, e também com o Secretário da Casa Civil, General Ricardo Miranda. Ambos confiam neste crescimento e sinalizaram apoio para o crescimento da pasta.
Sua mais recente atuação foi no MPSC. O que essa experiência agregará na Comunicação do Governo de SC?
O Ministério Público de Santa Catarina foi uma grandiosa escola. De lá, trago os valores da comunicação abrangente, coordenada, criativa e humana, atuando em várias frentes por meio de parcerias. Um dos pilares do MPSC é a valorização e publicização da atuação de todos os agentes (membros e servidores), indo muito além do que somente reportar resultados da administração superior.
Trarei ao Governo do Estado a cultura da comunicação participativa, alinhada com todos os braços produtivos de uma corporação para, assim, ter-se uma identidade, uniformidade e, principalmente, ganho de eficiência nas relações entre instituições/poder e os mais diferentes públicos.
Quais seus planos no curto prazo?
Conforme alinhado com a Governadora Daniela Reinehr, que reconhece a importância estratégica da pasta, nosso objetivo é reorganizar as atribuições da SECOM, por meio do fortalecimento de sua equipe, ampliando sua atuação, para que se possa realizar, com mais intensidade, celeridade e eficiência, comunicação pública eficiente, de qualidade, com profissionalismo, gerindo recursos voltados à publicidade e propaganda, relações públicas, produção de conteúdo (imagens, texto e áudio) e, claro, aprofundamento harmônico do relacionamento com a imprensa. De igual forma e importância, estabelecer sinergia comunicacional entre os órgãos de Estado e de Governo.
Como fazer isso?
A comunicação pública deve focar o atendimento à sociedade, buscar atenuar fronteiras entre cidadão e instituições, por meio da produção de conteúdos que estimulem a reflexão e o debate público. Para tanto, estratégias e adequação de linguagens em mídias diversas, com variedade de formatos para o diálogo com o cidadão catarinense onde o cidadão está.
Há temas prioritários a serem trabalhados?
Estamos em meio a uma pandemia onde a população necessita ser atualizada e conscientizada para que Santa Catarina proteja vidas e, ao mesmo tempo, continue sendo um estado produtivo e pulsante economicamente. Este enfrentamento deverá acontecer, também, por meio de campanhas de conscientização que demonstrem, com detalhes e linguagem assertiva, os efeitos da pandemia e como nosso estado irá se preparar para, por exemplo, termos uma temporada de verão sadia.
Este é somente um dos temas. Mas é neste norte, com campanhas que prestem serviços didáticos e pedagógicos, levem conhecimento e promovam transparência entre Estado para com a população, que desejamos restabelecer os trabalhos de publicidade, que estão carentes de investimentos.
Há uma licitação da publicidade em andamento há mais de um ano que se encontra em fase final, mas refém de ações judiciais. A Comunicação é um item importante para o Governo do Estado?
Comunicação de Estado deve ser ampla, diversificada, planejada, estruturada e, principalmente, transparente. A publicidade é um meio importantíssimo de se impactar o cidadão, promover e provocar o diálogo em diversos meios e formas. E, por que não, em diversas linguagens? Todas elas com o intuito de esclarecer, elucidar, informar e instruir.
A licitação será priorizada sim! A Comunicação é importantíssima para que o Estado, dentro de suas obrigações legais e necessidades, abrevie e aproxime-se cada vez mais do cidadão catarinense, levando a ele informações importantes para o convívio do seu dia-a-dia e reportar a ele e para a sociedade temas de seu cotidiano de maneira instrutiva, clara. Mas, para isso, precisamos que o processo da concorrência seja finalizado de uma maneira justa, transparente, correta e, também, célere.
