Do que são feitas as melhores empresas para se trabalhar?
17 de Agosto de 2020

Do que são feitas as melhores empresas para se trabalhar?

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Ações internas de endomarketing e gestão de pessoas, que visem o bem-estar do colaboradores, são práticas essenciais para as empresas que desejam destacar-se no mercado. Isso porque pessoas alinhadas com os princípios e objetivos da organização tendem a realizar suas atividades diárias mais felizes e estarem mais engajadas. Segundo uma pesquisa da Universidade da Califórnia, um trabalhador feliz é, em média, 31% mais produtivo, três vezes mais criativo e vende 37% a mais em comparação com outros — daí a preocupação com o bem estar de todos ser relevante.

No contexto da pandemia, uma pesquisa realizada pela ADP Research Institute aponta que cerca de 29% dos funcionários com atuação remota dizem estarem completamente engajados ao trabalho. Em contrapartida, apenas 18% dos que trabalham em escritórios assumem uma dedicação às com suas atividades.

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Pensando nisso, o que empresas certificadas pela GPTW como os melhores lugares para se trabalhar estão fazendo, em tempos de Covid-19, para incentivar e cuidar de seus colaboradores? Confira ações de algumas dessas empresas:

Cultura forte
Pelo terceiro ano consecutivo, Área Central, empresa especialista em gestão de centrais de negócios, foi certificada como uma das melhores empresas para se trabalhar em 2020, alcançando nota 97. O CEO da empresa, Jonatan da Costa, acredita que o cuidado com as pessoas, principalmente neste momento, faz da Área Central o que ela é. “Em nossa jornada, construímos uma cultura de pessoas para pessoas, um ambiente inovador, com transparência dos processos, com abertura para que todos tenham voz, e que se sintam produtivos e evoluídos. Todos estes são fatores que resultaram nessa conquista, fazendo jus ao certificado de melhores empresas para se trabalhar”, diz. A empresa, inclusive, contrata profissionais compatíveis com a cultura, os futuros colaboradores são selecionados por habilidades comportamentais, e depois pelas aptidões compatíveis com a função a ser exercida: “uma pessoa alinhada com a cultura da empresa vai se desenvolver facilmente dentro do que o nosso negócio propõe”.

Promoção de atividades para um dia a dia mais leve
Assim que o home office começou na HostGator – multinacional de hospedagem de sites, certificada pelo GPTW pelo segundo ano consecutivo – uma preocupação virou prioridade: preservar a saúde mental dos colaboradores. Em poucos dias, o programa Sinta-se  Bem entrou em ação. Aulas de ginástica laboral, por exemplo, que eram realizadas no escritório, passaram a ser oferecidas online e ao vivo duas vezes por semana. A empresa também criou uma atividade semanal de meditação e respiração em conjunto, batizada de “11 minutos contra a ansiedade”. Além disso, atendimento psicológico profissional por meio de uma plataforma online foi disponibilizado para todos os funcionários. “Sabemos que muitas pessoas sentem angústia, aflição e ansiedade por conta do isolamento social”, diz Giulianna Boscardin, head de pessoas da HostGator. A adesão às atividades foi grande: mais de 60% das pessoas têm participado das atividades semanais e 40% já buscaram o atendimento psicológico online.

Reforço do cuidado com as pessoas
Ter uma cultura voltada para as pessoas foi o que ajudou a WK Sistemas, empresa de Blumenau referência em ERP, a conquistar o selo GPTW. Desde 1984 a empresa vem se destacando por suas práticas em prol do bem-estar dos seus colaboradores, e durante a pandemia esse cuidado se intensificou. Logo no começo da quarentena, a WK realocou os cerca de 160 funcionários em home office em 48h, dando todo o suporte e equipamentos necessários para que todos conseguissem trabalhar remotamente com qualidade. A empresa também não demitiu nenhum colaborador por redução de quadro, seguiu adiantando o 13º salário para o mês de julho e ofereceu a possibilidade de alterar o benefício de refeição para alimentação (e vice-versa). Além disso, a WK reforçou a comunicação com seus colaboradores através de videoconferências, mantém a ginástica laboral online e segue com suas tradicionais ações em datas comemorativas: na Páscoa, por exemplo, o Coelhinho foi pessoalmente entregar os ovos na casa de cada colaborador. “Receber a certificação da GPTW é uma conquista que nos deixa mais do que felizes: estamos muito orgulhosos porque o selo reforça os nossos valores e o quanto somos comprometidos com a nossa equipe”, comenta Cláudia Rutzen, Diretora Administrativa da empresa.

Oferecer autonomia e confiança aos colaboradores
Os mais de 250 funcionários do DOT digital group estão em home office desde meados de março. As políticas da empresa sempre privilegiaram a autonomia com responsabilidade e o respeito a uma relação de confiança. Horário flexível sempre foi uma realidade. Com isso, os colaboradores têm conseguido conciliar o trabalho com as atividades domésticas e o cuidado com os filhos. Têm liberdade, por exemplo, para adotar mais ou maiores pausas durante a jornada e em horários diferentes de antes do home office.
Políticas como essa contribuíram para a empresa ser certificada com o selo GPTW 2020, com muitas notas ficando acima do bench – que é a média das alcançadas pelas 150 melhores empresas para se trabalhar no Brasil no ano passado. O ranking de 2020 ainda não foi divulgado. “Tivemos notas maiores do que o bench em muitos aspectos, como os ligados à diversidade, ao respeito, e a ser um ambiente seguro para se trabalhar. O home office tem sido a prova dos 9 para muitas empresas, em relação ao que têm como política e o que ocorre na prática. É uma satisfação ter nossa coerência reconhecida”, diz a gerente de Pessoas & Cultura do DOT digital group, Ana Paula Baseggio Lehmkuhl.

Ouvir e engajar a todos
Criar um ambiente de escuta e com uma comunicação frequente e transparente foi uma das chaves para que a Softplan, uma das maiores desenvolvedoras de software do Brasil, conquistasse o selo GPTW 2020. Para garantir a saúde e segurança de seus quase 2 mil colaboradores durante a pandemia, a empresa alocou o time em home office em poucos dias. Em meados de junho, oficializou que irá trabalhar de forma remota até dezembro e realizou uma pesquisa interna para entender como a equipe estava se sentindo trabalhando nesse modelo e se gostariam de retornar ao escritório (excluindo os colaboradores de grupos de risco). O resultado foi que a maioria disse se sentir mais confortável e segura com o home office e apenas 2% demonstrou interesse em retornar para as sedes de Florianópolis ou São Paulo. A Softplan também adaptou o seu programa de saúde e bem-estar para o formato online, incluindo as aulas de yoga e meditação, que agora até podem ser aproveitadas pelos familiares dos colaboradores. Além disso, a empresa realiza o chamado “Conecta Softplan”, um momento para que os sócios-fundadores e diretores mantenham a comunicação direta com todos os colaboradores, explicando como a empresa vem enfrentando a crise e as principais decisões que estão sendo tomadas. Os gestores continuaram com suas rotinas de feedback e rituais de equipe, mantendo o engajamento das pessoas mesmo à distância. “Acreditamos que criar um ambiente de escuta e uma cultura focada na saúde e bem-estar contribui para um ambiente de trabalho mais feliz e isso naturalmente se refletiu no engajamento das pessoas na pesquisa. Tivemos 85% de adesão, uma taxa maior do que a média das empresas certificadas, que fica entre 70 e 80%”, destaca Vanessa Ávila, Gerente de Desenvolvimento Humano e Organizacional da Softplan.

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