Consagrado como o mês do meio ambiente, o mês de junho tem servido a cada ano para exaltar os ânimos (normalmente um tanto apáticos e lentos) em face das questões críticas relacionada à relação homem/natureza e provocar reações construtivas nesse sentido.
Os profissionais de comunicação, nesse aspecto, devem estar atentos para que esse modus operandi (pré-datado) de falar do tema, não implique na errônea compreensão de que se trata de mais uma data comemorativa comercial ou emotiva, sem nenhum compromisso de longo prazo. Há muito a ser feito para que a humanidade efetivamente interfira em favor da sustentabilidade.
A própria expressão “meio ambiente” em certo modo contribui para uma compreensão limitada do envolvimento de cada um de nós, sujeitos humanos, nos cuidados com a nossa casa maior – a Terra. De fato, o que é preciso ressaltar, é a condição do homem como um ser integrante da natureza.
Somos parte da Vida natural que precisamos proteger. Reconhecer nossa ligação ecológica com a natureza é superar os distanciamentos culturais, as superficialidades triviais do consumismo, a ilusão de autossuficiência e liberdade tendenciosamente egocêntrica. É agir com responsabilidade quanto às necessidades de mudanças para equacionar os problemas dos limites sustentáveis de manutenção da Vida no planeta.
Assim como nos maravilhamos com as árvores frondosas, as águas cristalinas, os aromas as cores das flores e as “fofuras” animais (visão um tanto antropomorfista em geral); com a mesma intensidade e interesse precisamos nos envolver nas medidas indispensáveis para que esse todo natural do qual desfrutamos nossa vida de qualidade se mantenha viável para o futuro.
Água de beber, alimento saudável, ar respirável podem tornar-se objeto de luxo, e os “luxos” costumam ser de acesso restrito a um percentual mínimo da população do planeta. Por isso, hoje é dia de lembrar que o mundo precisa mais do que um Dia do Meio Ambiente, de que todos os dias tenhamos “Consciência Ecológica” para que nosso vínculo real com a manutenção da Vida não seja esquecido.
