- Em um concurso, de morcegos, eles estavam envolvidos em uma disputa para ver quem era melhor para chupar sangue.
O primeiro candidato chegou com a boca cheia e sangue, babando mesmo, entra e disse:
– Tá vendo aquela galinha morta ali? Fui eu.
O segundo candidato apresentou-se com a barriga tão cheia de sangue que quase não conseguia voar. Mas falou:
– Tá vendo aquela vaca morta ali? fui eu.
Então, entrou em cena o terceiro candidato, com sangue da cabeça aos pés, totalmente ensangüentado. A platéia e o júri olharam pra ele e num só coro, decidiu:
– Já ganhou, já ganhou.
O candidato, então, resolveu se explicar:
– Tão vendo aquele muro ali, eu não tinha visto e… (fonte: internet)
- Segunda-feira, dia 22 de abril, o Estadão apareceu de cara nova. Era um jornal mais enxuto, pois tinha suprimido vários cadernos e feito um rapa na redação – segundo a imprensa, 30 jornalistas foram postos na rua.
Na mesma semana, Meio & Mensagem publicou entrevista em que Francisco Mesquita Neto, diretor presidente e acionista do Grupo Estado explica e defende a atitude tomada pela organização.
São duas páginas, e sugiro que você as leia. Enquanto sua secretária busca um exemplar da revista para ler, peço sua atenção para alguns trechos da entrevista: Como estes:
“As duas palavras chaves são foco e evolução. O Estadão tem 138 anos e nesse período o mundo mudou, o mercado mudou e nós também. Em muitos momentos foi preciso fazer investimentos. Às vezes, a evolução exige redução de custos. Ao olharmos para trás, pode-se ter a impressão de um enxugamento, ater porque o produto vai ser mais focado. Mas, ao olhar para frente – e esta é a nossa filosofia – tenho certeza de que estamos fazendo um produto impresso de acordo com o que o leitor quer. Se fôssemos montar um jornal hoje para o público que desejamos atingir, este seria o jornal que começa a circular neste dia 22, e não o que fazíamos na semana passada.”
(…) “O tempo é o grande desafio. Se ficarmos parados, não chegamos lá. Se dermos um salto, podemos cair no vazio.”
- Na véspera, dia 21 de abril, a Folha de S. Paulo publicou entrevista concedida pelo empresário Marcelo Silva, presidente do Magazine Luíza, em que ele afirma:
“Acredito em obter resultados sem “fatiar” pessoas”.
Afirmação, aliás, que serviu de título à matéria.
Um trecho que extraí da matéria:
Em 2009, quando veio a crise, foi preciso ajustar os quadros das Pernambucanas (que ele dirigia) à realidade das vendas. Decidi não estabelecer um percentual. Pedi que fizessem uma avaliação para eliminar os improdutivos e aos que não aderiram aos valores da empresa. Quando você estabelece um percentual, pode cometer um festival de injustiças (…) . A gente não é salame para ser fatiada”
(…) “A essência é acreditar e apostar nas pessoas. Não abdico dos resultados, empresa que não dá resultado está fora. Mas o grande desafio é dar resultado sem passar por cima das pessoas.”
- Li as duas entrevistas e fui consultar Jan Carlzon no A Hora de Verdade (Ed., Sextante), um dos meus livros de cabeceira.
Carlzon, como você sabe, transformou a SAS, cheia de dívidas e considerada uma das piores empresas do mundo, na companhia aérea número um do mundo. Nesse livro ele conta como fez isso.
Ele conta, por exemplo:
“A alta gerência da SAS, na época (antes de ele assumir) utilizou o recurso convencional: desconsiderar as demandas do mercado, reduzindo custos igualmente em, todas as atividades e departamentos. O sistema funcionou no corte de alguns custos que a companhia podia dispensar durante uma época de baixa procura. Mas também eliminou muitos serviços que os clientes desejavam ter e pelos quais estavam preparados para pagar, ao mesmo tempo que manteve outros serviços de pouco interesse para os clientes. Ao cortar as despesas, a companhia estava, na realidade, diminuindo sua própria capacidade de competição.”
Carlzon conta que ao invés de demitir, trabalhou no sentido de mudar a postura dos funcionários da empresa.
“A mudança nas atitudes dos empregados foi um dos resultados mais significativos da nova estratégia da SAS. Ao declarar que teríamos lucro tornando-nos uma empresa aérea orientada para a prestação de serviço, provocamos uma mudança radical na cultura da empresa.”
(…) “Os resultados não demoraram a acontecer. Nossa meta financeira era aumentar os ganhos em cerca de 25 milhões de dólares no primeiro ano, 40 milhões no segundo e 50 milhões no terceiro ano. Para nosso espanto, aumentamos nossos rendimentos em aproximadamente 80 milhões de dólares só no primeiro ano – num mercado em queda tão acentuado que outras empresas aéreas internacionais tinham sofrido um prejuízo conjunto de dois bilhões de dólares.”
- Assinante e profundo admirador do Estadão, torço para que a gestão imprimida por Francisco Mesquita Neto não arrebente a cabeça no muro.
