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Cuidado com o muro!
16 de Maio de 2013

Cuidado com o muro!

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  1. Em um concurso, de morcegos, eles estavam envolvidos em uma disputa para ver quem era melhor para chupar sangue.

O primeiro candidato chegou com a boca cheia e sangue, babando mesmo, entra e disse:

– Tá vendo aquela galinha morta ali? Fui eu.

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O segundo candidato apresentou-se com a barriga tão cheia de sangue que quase não conseguia voar. Mas falou:

Tá vendo aquela vaca morta ali? fui eu.

Então, entrou em cena o terceiro candidato,  com sangue da cabeça aos pés, totalmente ensangüentado.  A platéia e o júri  olharam  pra ele e num só coro, decidiu:

Já ganhou, já ganhou.

O candidato, então, resolveu se explicar:

Tão vendo aquele muro ali, eu não tinha visto e… (fonte: internet)

  1. Segunda-feira, dia 22 de abril, o Estadão apareceu de cara nova. Era um jornal mais enxuto, pois tinha suprimido vários cadernos e feito um rapa na redação – segundo a imprensa, 30 jornalistas foram postos na rua.

Na mesma semana, Meio & Mensagem publicou entrevista em que Francisco Mesquita Neto, diretor presidente e acionista do Grupo Estado explica e defende a atitude tomada pela organização.

São duas páginas, e sugiro que você as leia. Enquanto sua secretária busca um exemplar da revista para ler, peço sua atenção para alguns trechos da entrevista: Como estes:

“As duas palavras chaves são foco e evolução. O Estadão tem 138 anos e nesse período o mundo mudou, o mercado mudou e nós também. Em muitos momentos foi preciso fazer investimentos. Às vezes, a evolução exige redução de custos. Ao olharmos para trás, pode-se ter a impressão de um enxugamento, ater porque o produto vai ser mais focado. Mas, ao olhar para frente – e esta é a nossa filosofia – tenho certeza de que estamos fazendo um produto impresso de acordo com o que o leitor quer. Se fôssemos montar um jornal hoje para o público que desejamos atingir, este seria o jornal que começa a circular neste dia 22, e não o que fazíamos na semana passada.”

(…) “O tempo é o grande desafio. Se ficarmos parados, não chegamos lá. Se dermos um salto, podemos cair no vazio.”

  1. Na véspera, dia 21 de abril, a Folha de S. Paulo publicou entrevista concedida pelo empresário Marcelo Silva, presidente do Magazine Luíza, em que ele afirma:

 

“Acredito em obter resultados sem “fatiar” pessoas”.

Afirmação, aliás, que serviu de título à matéria.

Um trecho que extraí da matéria:

Em 2009, quando veio a crise, foi preciso ajustar os quadros das Pernambucanas (que ele dirigia) à realidade das vendas. Decidi não estabelecer um percentual. Pedi que fizessem uma avaliação para eliminar os improdutivos e aos que não aderiram aos valores da empresa. Quando você estabelece um percentual, pode cometer um festival de injustiças (…) . A gente não é salame para ser fatiada”  

           (…) “A essência é acreditar e apostar nas pessoas. Não abdico dos resultados, empresa que não dá resultado está fora. Mas o grande desafio é dar resultado sem passar por cima das pessoas.”

  1. Li as duas entrevistas e fui consultar Jan Carlzon  no A Hora de Verdade (Ed., Sextante), um dos meus livros de cabeceira.

Carlzon, como você sabe, transformou a SAS,  cheia de dívidas e  considerada uma das piores empresas do mundo, na companhia aérea número um do mundo. Nesse livro ele conta como fez isso.

Ele conta, por exemplo:

“A alta gerência da SAS, na época (antes de ele assumir) utilizou o recurso convencional: desconsiderar as demandas do mercado, reduzindo custos igualmente em, todas as atividades e departamentos. O sistema funcionou no corte de alguns custos que a companhia podia dispensar durante uma época de baixa procura. Mas também eliminou muitos serviços que os clientes desejavam ter e pelos quais estavam preparados para pagar, ao mesmo tempo que manteve outros serviços de pouco interesse para os clientes. Ao cortar as despesas, a companhia estava, na realidade, diminuindo sua própria capacidade de competição.”

Carlzon  conta que ao invés de demitir, trabalhou no sentido de mudar a postura dos funcionários da empresa.

“A mudança nas atitudes dos empregados foi um dos resultados mais significativos  da nova estratégia da SAS. Ao declarar que teríamos lucro tornando-nos uma empresa aérea orientada para a prestação de serviço, provocamos uma mudança radical na cultura da empresa.”

(…) “Os resultados não demoraram a acontecer. Nossa meta financeira era aumentar os ganhos em cerca de 25 milhões de dólares no primeiro ano, 40 milhões no segundo e 50 milhões no terceiro ano. Para nosso espanto, aumentamos nossos rendimentos em aproximadamente 80 milhões de dólares só no primeiro ano – num mercado em queda tão acentuado que outras empresas aéreas internacionais tinham sofrido um prejuízo conjunto de dois bilhões de dólares.”

  1. Assinante e profundo admirador do Estadão, torço para que  a gestão imprimida por Francisco Mesquita Neto não arrebente a cabeça no muro. 

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