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Crônica de Emilio Cerri | Para Vanusa, com saudade
08 de Novembro de 2020

Crônica de Emilio Cerri | Para Vanusa, com saudade

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Em uma tarde de 1965 ou 66. Eu era diretor na TV Brasilia (Rede Tupi) que na época tinha 70% de audiência. 

Minha secretária avisou pelo interfone que uma menina de Uberaba desejava falar comigo.

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Entra um loirinha muito bonita, com um sorriso cativante e o rosto levemente marcado pela acne.

” Eu sou a Vanusa”, disse. Cantora!

Ainda não era uma cantora pronta, mas uma grande promessa.

De fato, Vanusa não nasceu em Uberaba – foi em Cruzeiro (SP) – mas foi criada no Triângulo Mineiro.

Em que posso ajudar”?

“Eu queria cantar em um dos seus programas.” E soltou a voz. ali mesmo. Minha sala se encheu de potenciais fãs.

Vanusa não queria apenas cantar, queria encantar.

Sua apresentação foi um enorme sucesso.

Depois ela resolveu partir enfrentar São Paulo e foi uma das estrelas da Jovem Guarda.

Agora ela partiu para outra. Para encantar lá em cima.

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