Comunique-se faz raio X do mercado de jornalismo no Brasil
04 de Fevereiro de 2022

Comunique-se faz raio X do mercado de jornalismo no Brasil

Levantamento mostrou "pejotização" dos comunicadores do País

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A “pejotização” é o modelo de trabalho que mais emprega jornalistas no Brasil, segundo mostra o levantamento “Raio-X do mercado de jornalismo no Brasil“, realizado pelo portal Comunique-se.

O estudo buscou entender o cenário atual da imprensa no País, as perspectivas da profissão e a relação dos comunicadores com as novas mídias. Para isso, contou com 335 respondentes, entrevistados no período de outubro a dezembro de 2021.

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Carga horária

A alta carga horária diária de serviço é outro ponto em comum entre a categoria. Àqueles em veículos de mídia, o mais comum é trabalhar de 8 a 10 horas, em média, a cada dia (41,4% das respostas). Quem está em agência, a carga mais comum é de 6 a 8 horas (35,9%), seguida justamente de 8 a 10 horas (33,3%). O comunicador fora desses dois ambientes trabalha, na média, de 8 a 10 horas (38,7%).

 

Salário

Profissionais inseridos em veículos de comunicação são, percentualmente, os que menos conseguem receber salários superiores a R$ 10 mil — 25,2%, mesmo nível de respostas para vencimentos de R$ 5 mil a R$ 7 mil. Ter renda mensal acima de R$ 10 mil foi a resposta dada por 29,5% dos entrevistados atuantes em agências e 28,8% de quem está fora das redações e das assessorias.

Nesse sentido, foi perguntado exclusivamente para quem trabalha em veículos de comunicação: “você pensa ou já pensou em desistir do jornalismo para tentar carreira em algum outro setor?”. A maioria absoluta (55%) admitiu que, sim, pensa ou já pensou em mudar de ares profissionais, e o salário foi o principal motivo para esse tipo de pensamento (62,3% dos respondentes (entre quem pensou/pensa em deixar o jornalismo)); a pressão no dia a dia de trabalho apareceu na segunda posição do item: 11,5% das respostas.

Quase metade (48,6%) dos comunicadores brasileiros que estão desempregados encontram-se nessa condição desde antes da pandemia de Covid-19. Entre aqueles que trabalham — redações, agências ou em qualquer outro nicho ou setor — o período pandêmico serviu para estagnar o salário (47,2%). Para 27,6% dos entrevistados, no entanto, os vencimentos mensais foram reduzidos, percentual maior do que aqueles que viram seus salários aumentarem (25,2%).

 

Modelo de trabalho e relação com as mídias

Aqueles empregados estão, em maioria, realizando as atividades de trabalho remotamente. O modelo presencial foi a resposta de 24,4% dos entrevistados ativos no mercado, e o híbrido está presente na vida profissional de 24,4% dos comunicadores com emprego no País.

Essa adesão ao home office está aproximando cada vez mais os jornalistas das mídias digitais. As redes sociais aparecem como o principal meio para atualização profissional (65,1%), e 60,9% dos respondentes revelaram que planejam ou já planejaram dedicar-se profissionalmente às novas mídias, como editar um blog ou manter canal no YouTube.

Conteúdos digitais em texto são os mais consumidos pelos comunicadores que responderam à pesquisa. TV paga, TV aberta, vídeos online, rádio e podcast dão sequência ao ranking. Representantes da mídia impressa, jornais e revistas aparecem nas últimas colocações.

Leia o estudo na íntegra através deste link.

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