Como foi a estreia de Amor à vida
21 de Maio de 2013

Como foi a estreia de Amor à vida

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Folhetim de Walcyr Carrasco marca um golaço e vive noite de ‘Avenida Brasil’

Agilidade: esta foi a palavra de ordem na noite de estreia de ‘Amor à vida’. Um elemento que o primeiro capítulo da trama de Walcyr Carrasco tomou como prioridade durante os quase 90 minutos iniciais de sua jornada. Aliada à tal característica, uma direção dinâmica que aposta, inicialmente, em uma câmera inquieta e nada óbvia. Mérito de Mauro Mendonça Filho, diretor-geral, e Wolf Maia, diretor de núcleo. E assim, assistimos à protagonista Paloma (Paolla Oliveira) viver intensamente a dor da decepção ao descobrir que foi adotada pelos pais, se apaixonar, engravidar e ter sua filha roubada pelas mãos daquele que foi o grande destaque desta primeira noite de folhetim.

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Félix, o vilão interpretado por Mateus Solano, já deu provas de que poderá facilmente ser odiado pelo telespectador com toda paixão que investimos em malfeitores fascinantes. Ponto para Walcyr, corajoso ao apostar em um antagonista que possui sua homossexualidade reprimida, sem medo de qualquer patrulhamento do exército da correção política. Em tempo: a cena em que Félix abandona a filha de Paloma em uma caçamba de lixo já merece menção honrosa.

Assim como a saga de João Emanuel Carneiro, as fichas de ‘Amor à vida’ jogadas neste primeiro girar da roleta caem sobre uma aposta que reafirma a vontade de oxigenar a mente do telespectador. Melodrama, sim, afinal de contas Carrasco é um autor clássico, fã de personagens radicais em seus traços de personalidade. Mas um melodrama com esmero técnico e construção narrativa cuidadosa. Sim, é possível. João Emanuel nos mostrou e Walcyr parece nos querer mostrar também.
César (Antonio Fagundes) e Paloma (Paolla Oliveira): cenas bem dirigidas em Machu Picchu também pontuaram primeiro capítulo.

Se há algum porém sobre a estreia de ‘Amor à vida’, este pode ser referente à atuação de Malvino Salvador na pele de Bruno, sem conseguir doar o nível de intensidade que seu personagem pedia logo no primeiro capítulo. Principalmente na frase final, ao encontrar a pequena criança no lixo (frase de gosto bastante duvidoso, aliás): ‘Deus me deu uma segunda chance’. Um deslize que, obviamente, não apaga o belo trabalho inicial apresentado em ‘Amor à vida’. Um brinde agradável em nome do retorno de uma teledramaturgia de qualidade. Estávamos todos merecendo, não é mesmo?

A informação é do Jornal do Brasil, com texto de Pedro Willmersdorf

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