Pra quem trabalha no dia a dia com jornalismo, assessoria de imprensa e produção de conteúdo é fundamental perceber a rápida transformação que as redes sociais vem causando na prestação de serviços na área da comunicação. O impacto da difusão de uma informação é o que mais interessa ao cliente que precisa atingir o maior número de pessoas ou um público específico.
Mas a variedade de ferramentas continua não substituindo o principal, que é a qualidade do conteúdo e do próprio produto ou serviço que precisa ser divulgado. A complementaridade entre os veículos é outro ponto chave, pois estar nas redes sociais significa oferecer parte de uma informação que pode já ter sido vista numa revista, num jornal, na TV ou numa entrevista de rádio.
Fiz toda essa abordagem para chegar numa situação que tenho vivenciado cada vez com mais frequência, que é a cobertura de eventos por meio das redes sociais. Muitos clientes preferem a informação rápida, as imagens publicadas, do que a espera pelo detalhamento no dia seguinte. Aí é que entra a complementaridade que citei. A agilidade é importante para determinado objetivo, como permitir comentários ainda durante o evento, difundir o ocorrido entre mais pessoas interessadas e que ainda possam participar, mas o aprofundamento da informação e a qualidade dos dados deve ser considerada sempre.
Seja para relatórios futuros, para contar a história ou para justificar uma trajetória, a notícia completa sempre vai servir para o cliente.
Outro dia me deparei com uma propaganda de uma empresa em São Paulo que oferece esse serviço em especial: cobertura de eventos nas redes sociais. Achei interessante e preocupante. Interessante pela especialização e preocupante pela superficialidade que um trabalho de comunicação pode gerar.
De qualquer jeito, nas redes sociais ou com matérias mais aprofundadas, a informação que se quer detalhada vai estar na palestra, no debate, enfim, no evento em si. Quem não foi nunca terá a mesma sensação de quem foi, mesmo lendo as matérias e notícias.
Com exceção do jornalismo científico, que descreve teorias, compara teses e amplia o debate sobre inovações ou descobertas, o jornalismo factual cobre os fatos momentâneos e, mesmo nas chamadas grandes reportagens, o leitor deve buscar mais dados quando o assunto for de seu interesse.
Até a próxima!
Sara Caprario
