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ARTIGO | Um mercado para pessoas
22 de Julho de 2022

ARTIGO | Um mercado para pessoas

Pessoas que pensam para pessoas.

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O mundo sempre passou por transformações, mas nas relações interpessoais, a chegada da pandemia da Covid-19 fez com que as marcas direcionassem seus investimentos – e não apenas monetário, mas principalmente no olhar integral – para uma nova leitura de mundo sobre pessoas.

por Adriana Laffin*

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O mundo sempre passou por transformações, mas nas relações interpessoais, a chegada da pandemia da Covid-19 fez com que as marcas direcionassem seus investimentos – e não apenas monetário, mas principalmente no olhar integral – para uma nova leitura de mundo sobre pessoas.

Contudo, essa é uma prática que já fazia parte do dia a dia de muitos mercados, principalmente o da comunicação. Muitas vezes, na interface entre assessor de imprensa e cliente, nos deparamos com temáticas que ao primeiro olhar nos aparenta total desconexão com o mercado de notícias. Confesso, realmente não é um mercado fácil, mas é apaixonante. É preciso nos despirmos de conceitos de senso comum e trazermos a ótica das pessoas: como eu vou transformar esse fato em relevante para o grande público? É sobre propósito, empatia, e relações emocionais.

Na minha jornada na comunicação empresarial a experiência me direcionou muito para projetos do mercado de luxo, construção civil e varejo.

Nesse mundo de experiências hoje compartilho uma leitura de mundo sobre o que é luxo: o mercado de luxo, independente do segmento, nunca foi sobre produtos e valores, mas sim por experiências, transformações e pessoas. Esse sempre foi um negócio que atua no campo psicoemocional para transformar produtos palpáveis em desejo é sonho. O luxo é sensorial, precisa ser sentido.

Essas são estratégias que devem cada vez mais criar sinergia entre comunicação, marketing e comercial. Pessoas pensando com propósito para pessoas.

É neste terreno fértil e que ao mesmo tempo se comporta como um vulcão prestes a entrar em erupção que as empresas precisam, antes de apresentarem as suas inovações, na busca de novos mercados, urge a necessidade de trazer os olhares para a forma que os produtos são desenvolvidos. São pessoas que pensam para pessoas ou ainda são pessoas que pensam em transformar matéria-prima em produtos?

E você pode estar se perguntando onde esse raciocínio pretende chegar, já que perpassou por diversas temáticas. E eu te respondo, foi proposital, em meio ao mundo que corre contra o tic e tac do relógio, onde o tempo passa a ser o nosso maior bem, nos esquecemos que toda produtividade dependerá sempre de como olhamos e entendemos pessoas como corpo e mente. Saúde mental é o novo commodoty, não é mais viável falar de metas e buscar resultados a qualquer preço. Voltamos aos primórdios e temos que pensar na adaptabilidade frente ao meio. Isso é luxo, isso é ser sustentável, isso é compreender o novo consumidor e que busca cada vez mais desenvolver relações socioemocionais com as marcas e não apenas se apegar ao preço. Luxo não é apenas cifras e é essa consciência que o mercado precisa absorver.


*Adriana Laffin
é jornalista, sócia da Apoio Comunicação, com mais de 20 anos em experiência em assessoria de comunicação, tem trilhado seu caminho no meio corporativo gerenciando equipes e na gestão das contas atendidas pela empresa. Tem contribuído para consolidação e fortalecimento da reputação de grandes grupos catarinenses como o Koerich, WKoerich, Beiramar Shopping, a FG Holding, Altenburg, além da forte atuação social, há 20 anos está à frente da comunicação do CEPE – Centro Esportivo para Pessoas Especiais, de Joinville, e há mais de 11 anos acompanha os passos do empreendedor social, Padre Vilson Groh.

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