AIR condena proposta de controle da comercialização de papel-jornal na Argentina
15 de Dezembro de 2011

AIR condena proposta de controle da comercialização de papel-jornal na Argentina

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De acordo com a organização, que representa 17 mil emissoras de rádio e de TV nas Américas, na Ásia e na Europa, a proposta “contraria preceitos da Constituição Argentina, cujo artigo 32 proíbe o Congresso de ditar leis que restrinjam a liberdade de imprensa”. 
 
Nesta semana, a presidente argentina Cristina Kichner baixou um decreto para convocar sessão extraordinária do Congresso para debater e votar uma série de projetos de lei. Entre eles está a proposta que declara de “interesse público” a produção, comercialização e distribuição de papel para jornal em toda a Argentina. 
 
Alguns setores consideram o projeto uma "estatização” e um “confisco disfarçado” da única fábrica de papel-jornal do país. A Papel Prensa é controlada pelos dois maiores jornais argentinos, que costumam fazer críticas à gestão atual. Se aprovado, na prática, o Estado passaria a ser o fornecedor da matéria-prima para os jornais impressos e a Papel Prensa seria obrigada a vender todas as suas ações ao governo. 
 
De acordo com a nota, a Convenção Americana de Direitos Humanos também veda a restrição ao direito de expressão por vias ou meios indiretos, "entre eles o abuso de controles oficiais sobre o papel para periódicos e quaisquer outros meios que possam impedir a comunicação e a circulação de ideias e opiniões". 
 
Além disso, a Declaração dos Princípios sobre Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos assinala que a utilização do poder do Estado e dos recursos públicos com o objetivo de pressionar, castigar, premiar ou privilegiar os meios de comunicação atenta contra a liberdade de expressão. 
 
“A AIR exorta os legisladores argentinos a procurar que todo regime legal considerado nesta matéria permita a mais ampla liberdade para o acesso aos insumos essenciais para diários, revistas e publicações, sem estar condicionados por mecanismos de controle que dependam do critério e da discricionariedade do governo”. 
 
Veja aqui o comunicado na íntegra.
 
Com informações do site abert.org.br

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