Publicidade
Abertura do 15° Congresso da ACAERT dá a noção do que será discutido nos dois dias do evento
08 de Agosto de 2013

Abertura do 15° Congresso da ACAERT dá a noção do que será discutido nos dois dias do evento

Publicidade

Em seu discurso de abertura Pedro Peiter, presidente da ACAERT, registrou a participação de 16 presidentes de entidades coirmãs presentes naquele momento. Deu destaque a quatro pontos nevrálgicos pelos quais os meios Rádio e Televisão vêm se deparando ao longo do tempo no Brasil e que ameaçam os negócios do Setor: demandas cada vez mais crescentes da concorrência desleal por parte das rádios comunitárias; demora nas definições tecnológicas, principalmente para o meio Rádio; falta de linhas de crédito apropriadas para o setor; excesso de propostas legislativas que atrapalham as atividades do Rádio e da Televisão. “Esses e outros assuntos de grande importância para nossas empresas estarão em pauta nos próximos dois dias. E eu os convido a participarem integralmente dos trabalhos”.

Mário Neves, presidente do 15° Congresso, iniciou sua apresentação com um vídeo pontuado por forte trilha sonora e imagens dos recentes movimentos populares no Brasil como as passeatas que cobraram atitudes dos governantes, dos políticos e de toda a sociedade, o futebol brasileiro e a recente visita do Papa Francisco. Ao falar com os presentes disse que o momento não poderia ser melhor para falarmos do Cliente. “Quem aqui está, radiodifusores, publicitários, jornalistas e acadêmicos devem olhar para o que veio das ruas. Devemos refletir, enquanto veículos de comunicação, sobre o que esses clientes estão querendo nos dizer. São eles a razão de nossas existências. Por isso, nesses dias que aqui estaremos, vamos nos desafiar e nos questionar sobre os rumos que queremos dar aos nossos negócios”.

Publicidade

Convidado especial para a abertura, Carlos Henrique Schroeder, diretor geral da Rede Globo, fez um apanhado sobre a evolução do meio TV do ponto de vista do jornalismo, fazendo um contraponto com a realidade de hoje dos meios de comunicação. Abordou as recentes manifestações no Brasil, quando qualquer meio de comunicação colocou no ar rapidamente tudo. “Houve uma mudança grande no mundo da Comunicação em dois aspectos: no tecnológico e na liberdade de expressão. Esse público, que hoje está consumindo nossos meios não é mais aquele consumidor passivo. Por isso, esse mundo em ebulição tem que ser mostrado pra ele. O manifestante é, ao mesmo tempo, reivindicador de seus direitos, consumidor, ouvinte, telespectador, internauta. Portanto, não é o mesmo com o qual estávamos acostumados . É mais ativo, mais voraz, mais ágil e tem atitude diante da informação e não aceita qualquer produto. Ele quer experimentar tudo. E nossa missão é entender o que ele quer e estar próximo dele. Por essas e por outras, fica mais complexo fazer programação nacional. E há um ingrediente novo no nosso meio: o ingresso da TV por assinatura que chega a 17 milhões de assinantes e a internet que já tem 75 milhões de brasileiros consumidores do meio”,

Publicidade