O Mercado de consumo segue andando de lado ao findar o 1° trimestre de 2023. E, pior, não dá sinais de melhoria no horizonte.
Assim como os Balanços de 2022 recém apresentados ao mercado com altas perdas das grandes companhias varejistas do país, tudo indica que os balanços deste 1° Quarter serão sofríveis para as principais indústrias e principais varejistas do país.
Vide resultados de Magazine Luiza (prejuízo de R$ 500 milhões) Via Varejo (prejuízo de R$ 360 milhões) e gravíssimos problemas com Americanas, Marisa, Tok Stok e tantas outras
O coquetel maligno juntou juros estratosféricos, inadimplência alta, baixa oferta de emprego e baixa expectativa das ações do novo governo.
Assim, muitas empresas estão adiando investimentos para manter seu caixa protegido e não correr riscos de aperto.
O consumidor, por outro lado, faz o mesmo. Afora o grande índice de inadimplência, não há estímulos consistentes para atrair os clientes. Promoções repetitivas e sem glamour, liquidações de produtos pouco atraentes esbarram nos altos juros do crédito já que bancos e financeiras que estão ficando mais cautelosos na liberação de dinheiro.
E ainda temos que citar as altas de preços, começando pelos combustíveis mas se espraiando em aço, plástico, madeira, sem falar em alimentos e cesta básica. Idem para os serviços de energia, água, escolas, ipvas, iptus etc…
O Ministro Hadad, apoiado pelo Presidente, segue em queda de braço com o Conselho Monetário para baixar a Selic em patamares mais adequados ao momento da Economia. Tudo leva a crer que poderemos começar o viés de baixa dessa taxa de 13.75% que está esfolando as empresas e os consumidores.
Entendemos que a partir dessa queda dos juros, aliada a novos estímulos para criação de empregos, será possível atravessar o “ Rubicão “ desse ano sem nos afogarmos todos juntos.
Hermes Ghidini – Consultor de Empresas
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