Em poucos dias o país estará com nova direção. O país convulsionado e dividido não nos permite esperar por milagres que nos encaminhem ao mundo desenvolvido; quando muito iremos competir para exercer a liderança dos subdesenvolvidos. Alguém poderia perguntar: por que tanto pessimismo? Vamos começar pela política.
Sempre que se fala sobre política ouve-se a expressão que é “a mais nobre das artes.” Penso que vale a reflexão da expressão sobre a ótica da lógica. Não foi a política que nos conduziu a 1ª Guerra Mundial? Que, pelas cláusulas absurdas impostas ao povo alemão, fez surgir o líder nazista, Adolf Hitler e, por extensão a 2ª Guerra Mundial?
Se analisarmos a política praticada na América Latina veremos que é calcada, desde sempre no populismo, no caudilhismo, na existência do “grande pai”. Getúlio Vargas, Juan Domingo Peron, Fidel Castro, Hugo Chaves representaram o que de pior a política pode produzir, pois criam um povo submisso e sem poder de crítica, que se ilude com pouco e não se preocupa com o futuro, pois entendem que será garantido pelos seus líderes.
Não há como negar a desilusão de um povo, minimamente esclarecido, com os rumos que estão sendo traçados. Parece que nos esquecemos, com muita rapidez, de tudo que já vivemos. Da espoliação a que foi submetido o Estado brasileiro ao longo de governos que nunca tiveram preocupação com o povo, pois manter o povo sobrevivendo com benefícios irrisórios e destruir a educação só mostra a intenção de manter este povo submisso. Enquanto isto…
Suas Excelências, em votações rápidas e na surdina, já providenciaram para que não lhes falte nada, de salários corrigidos a benefícios renovados. Afinal são os donos de um país imenso e rico habitado por um povo pobre e carente.
O privilégio, seja ele em qualquer dimensão, carrega uma carga de prepotência, sempre, contra os mais desvalidos. Aproveitar-se da ignorância da grande maioria do povo para locupletar-se a custa de sua miséria é inconcebível. O fato é que os privilégios beneficiam aqueles que já usufruem de benesses em demasia.
O Congresso Nacional existe em função do povo, pois lá estão seus representantes legitimamente eleitos. Por que, então, os privilégios absurdos que existem para os representantes do povo? Quando comparamos o Congresso brasileiro ao Congresso de países desenvolvidos as diferenças são absurdas; enquanto uns dormem em quitinetes, os nossos têm auxílio moradia; enquanto uns pagam suas refeições do próprio bolso, os nossos têm verba de representação; enquanto a maioria dos políticos no mundo aposenta-se pelo sistema previdenciário comum, os nossos têm seu próprio sistema de aposentadoria.
Sem falar na maldita isonomia que assola o país em benefício dos que mais podem e em desfavor aos que nada têm. Se o judiciário tem, o legislativo e o executivo tem que ter igual ou parecido. Com a democracia em risco por um judiciário que se descobriu poderoso pela inércia de quem o deveria controlar, espera-se que o novo Congresso, ao assumir em fevereiro, coloque a casa em ordem. Hora de agir!!!
Foto:Pexels
