O mundo é, e sempre foi, profundamente desigual e, infelizmente, independente do que pensam alguns ideólogos da esquerda, vai continuar assim por muito tempo.
A África sofre um novo processo de colonização só que, agora, com novo explorador: a China; os interesses são os mesmos dos antigos colonizadores coloniais e os resultados, até aqui, mostram que a África, na grande maioria dos Estados, abre mão de suas soberanias em troca de ajudas que se mostram ineficazes e que só servem ao explorador. À China interessa os alimentos produzidos na África mesmo que a fome atinja os africanos.
A China, por sua vez, começa a sentir as agruras da diminuição do crescimento econômico e as demissões começam a acontecer, em massa, nas empresas de tecnologia. A velha Europa, que construiu sua história a partir do colonialismo e da exploração das riquezas das terras exploradas, sofre com o envelhecimento da sua população, com a invasão dos antigos colonizados e vê seu modelo de bem estar social sendo corroído pela conjuntura econômica. A tentativa francesa de aumentar, em dois anos, a idade da aposentadoria mostra que o povo não está disposto a aceitar a perda do que lhes foi agraciado há tempos.
E, aqui no Brasil, um país rico e beneficiado pela natureza, o papel de construir o atraso é o roteiro principal dos governos que são escolhidos pelo povo. O governo, que recém assumiu, está propondo mudanças que negam o que já foi assimilado no mundo. Alguns exemplos; o Ministro do Trabalho, quando perguntado se não estava preocupado com a saída do Uber do Brasil em função das mudanças propostas, que visam transformar o motorista de Micro Empreendedor Individual em trabalhador com carteira assinada, respondeu que é somente um aplicativo; “chamo os Correios para fazer o trabalho!” Será que o senhor Ministro sabe quantas pessoas dependem deste serviço para sobreviver? Quantas pessoas usam o Uber para complemento de renda e para melhorar a qualidade de vida de sua família exatamente em função da liberdade de opções oferecidas?
Outra medida que está em estudo é o retorno do imposto sindical. É óbvio que esta medida, que já mostrou um enorme prejuízo para a classe trabalhadora, caso retorne somente beneficiara o crescimento de parte da sociedade que pretende se manter sem trabalhar e viver às custas do dinheiro alheio. Houve um tempo neste país, gigante por natureza, que o número de sindicatos era, totalmente, desproporcional ao resto do mundo. Vamos insistir no erro?
O encerramento de atividades produtivas, por todo país, mostra a insegurança dos investidores em manter ativos seus negócios. Quando se projeta o futuro, as empresas fazem isto com frequência, o que se vê é determinante para o estabelecimento de planos de investimentos. Se o que se vê não é interessante aos investidores, o dinheiro procura outro destino. É isto que está acontecendo no país.
Cuba, o país mais bem sucedido da América Latina, segundo discurso do Presidente Lula, ainda tem a estabilidade de emprego em seu regime de relações de trabalho; Depois do “período de prueba” só é possível demitir por falta grave e mediante inquérito. Se a ideia é implantar o atraso, o caminho está sendo bem trilhado!
Lembrando o pai da administração, Peter Drucker, “A inovação sempre significa um risco. Qualquer atividade econômica é de alto risco e não inovar é muito mais arriscado do que construir o futuro!”
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