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Coluna Ozinil Martins | O caminho a ser trilhado é uma questão de escolha
19 de Abril de 2023

Coluna Ozinil Martins | O caminho a ser trilhado é uma questão de escolha

A Geopolítica, que determina os rumos do mundo, é um tema complexo e cheio de nuances

Por Prof. Ozinil Martins de Souza 19 de Abril de 2023 | Atualizado 19 de Abril de 2023

A Geopolítica, que determina os rumos do mundo, é um tema complexo e cheio de nuances. Quando vejo o Sr. Presidente Lula da Silva transitando por estes caminhos, confesso temer pelo futuro do Brasil.

Quando Lula exerce seu poder de crítica contra a Ucrânia e sai dando recados sobre como deveria ser o fim da guerra, esquece-se ele, de que os ucranianos são um dos povos que formam o povo brasileiro e que começaram a chegar ao Brasil no século XVIII atraídos pelo governo brasileiro, que necessitava de mão de obra operacional na agricultura.

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Entre 1930 e 33 os ucranianos passaram pelo episódio chamado Holodomor (inanição em ucraniano), em que mais de 5 milhões de pessoas morreram nos campos agrícolas ucranianos, pela fome, vítimas da política praticada por Josef Stalin, que obrigava a entrega de 100% dos alimentos produzidos nos campos ucranianos ao Estado soviético. Quem provocou a guerra atual foi a Rússia e, o posicionamento do Brasil ao lado de China, Rússia e Irã, pode trazer represálias de países europeus e dos Estados Unidos.

É importante ressaltar alguns fatos históricos que mostram como nós, simples mortais no jogo de interesses poderosos, somos manipulados. Lendo o livro “Deus é inocente a Imprensa, não” de Carlos Dornelles sobre a invasão americana ao Afeganistão e ao Iraque, vemos o papel da imprensa totalmente subordinado aos interesses do poderoso Estado americano. A busca por dados que justificassem a invasão foi insana. No caso de Afeganistão era o abrigo dado a Osama Bin Laden nas cavernas existentes na região montanhosa do país e, no caso do Iraque a existência de armas de destruição em massa e de armas biológicas. Nos dois casos não surgiram provas da existência de um ou outro. O livro é rico em detalhes das omissões feitas pela imprensa em relação a massacre de civis afegãos em regiões isoladas e que eram reconhecidos como soldados do Talibã e do próprio bombardeio de americanos por aviões americanos no popular fogo-amigo. As vozes da imprensa que tentaram trazer a verdade à tona, foram sufocadas pelas empresas jornalísticas a quem não interessava confrontar o governo em seu esforço de guerra.

Depois das invasões de Afeganistão e Iraque os acontecimentos se precipitaram; no Afeganistão recentemente e, as imagens durante a saída das tropas americanas, mostram a instalação do caos e a volta do Talibã, afinal o Afeganistão não tem petróleo mas, só papoula de onde se extraí a heroína e o Iraque, com a cessão de campos de petróleos a serem explorados por empresas americanas, inicia uma volta a normalidade na tumultuada região. Importante, o vice-presidente de Bush era Dick Cheney poderoso dirigente da indústria petrolífera americana.

Nos últimos anos, independente da coloração partidária, vimos distorções brutais provocadas pela imprensa brasileira em relação ao governo Bolsonaro. As críticas ácidas realizadas pelos órgãos de imprensa, atualmente, transformam-se em matizes coloridas e risonhas em relação ao novo governo. Tudo que era criticado, agora parece ser valorizado. Este viés de imprensa engajada e que escolhe um lado deixa de ser contributivo na medida em que se deixa de fazer a crítica que possibilita a correção de rumos ou a mudança necessária a ser realizada.

Em relação à guerra entre Rússia e Ucrânia não haverá vencedores e se houver uma escalada, a estupidez dos envolvidos, pode levar ao confronto nuclear o que poderia soar como o fim da humanidade. Talvez seja isto que, inconscientemente, os incompetentes dirigentes mundiais estejam procurando por não conseguirem lidar com os problemas que afligem a humanidade. O mundo precisa de lideranças e não de donos do poder!

Foto: Freepik

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