Nos vários rankings produzidos pelo mundo sobre competitividade global o estabelecido pela escola francesa de negócios, Insead, em parceria com a Consultoria Adecco, sempre se destaca.
Em publicação de algum tempo o Brasil foi classificado em 49º lugar entre 94 países. A ideia era medir a competitividade dos países e sua capacidade de inovar e criar novos negócios.
O Brasil, como sempre, ocupa lugares intermediários, pois vários são os fatores que impedem melhores colocações. Entre eles: baixo nível de escolaridade (população de trabalhadores com curso superior é muito pequena e o analfabetismo funcional enorme), ambiente regulatório de difícil operação e entendimento, baixa produtividade e baixa inovação.
O ambiente denominado pelos empresários de “custo Brasil” parece ter um peso considerável nas decisões em modernizar o país. Comprar tecnologia desenvolvida em outros países acaba se tornando mais barato do que investir em inovação.
Só para ter uma ideia da interferência do Estado na vida de empresários e de cidadãos comuns, no Espírito Santo os restaurantes foram impedidos, por legislação, de ofertar o prosaico sal de cozinha em suas mesas. Este é um exemplo simples, mas que interfere no direito de escolha do cidadão. É o Estado dizendo o que posso ou não fazer. Bom lembrar que, sempre que o Estado exerce a tutela sobre o cidadão, ocupa um pedaço de sua cidadania. Interessante que em outras áreas que interessam o cidadão comum o Estado parece fazer vistas grossas e deixa acontecer. A segurança pública é um exemplo clássico.
Recentemente aconteceu uma forte demonstração do crime organizado no Rio Grande do Norte. Ônibus e carros incendiados, prédios públicos destruídos, povo impedido de circular, aulas suspensas e por aí vai. O Estado, este ser paquidérmico e lento demorou a reagir, mostrando toda sua fragilidade; em São Paulo, ao assistir telejornais nacionais, tomamos conhecimento de uma realidade indesejada para qualquer pessoa. Ruas ocupadas pelo tráfico, assaltos a carros e pessoas em plena luz do dia, lojas arrombadas e farmácias roubadas com os ladrões em busca de medicamentos que auxiliarão nos seus vícios.
Hoje (26/4) o telejornal matinal da Record mostrou a ousadia, só possível pelo grau de impunidade que assola o país e pela leniência das leis, o roubo feito à residência do Dr. Jorge Kalil, médico conceituado e conhecido em todo Brasil.
Os assaltantes alugaram um apartamento no prédio em que reside o Dr. Jorge, pagaram R$18 mil de alugueres antecipados, frequentaram o prédio durante um tempo e realizaram a operação que resultou em um prejuízo, segundo o próprio médico, entre R$ 500 e 600 mil, entre dólares, euros e joias. O que acontecerá com os ladrões? Nada! O tempo mostrará.
No mercado do trabalho o que vemos é o governo ameaçando de legislar para complicar a vida dos geradores de emprego. Enquanto o mundo se moderniza, facilita a geração de empregos através da flexibilização das leis e normas, no Brasil, a ideia é aumentar o desemprego pelo fortalecimento da legislação. Vamos olhar um só exemplo: Google. Não há necessidade de cumprir o horário de trabalho, nem de estar presente no ambiente de trabalho. O importante é que os prazos sejam cumpridos e o trabalho entregue com qualidade.
A mudança é clara: não se compra o horário do trabalhador, mas sua capacidade de gerar resultados. Sei que em determinadas áreas isso ainda é impossível, mas em áreas onde podemos trabalhar dessa maneira por que não o fazemos?
Ah! Somos regulados por uma legislação trabalhista de 1943, que diz que você tem que estar presente fisicamente mesmo que não esteja fazendo nada. Importante ressaltar que os trabalhadores do Google têm alta escolaridade e falam mais de um idioma.
Enfim, talvez um dia, o Brasil seja um país moderno e inovador!
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