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Coluna Ozinil Martins | A Revolta da Plebe Ignara!
30 de Novembro de 2022

Coluna Ozinil Martins | A Revolta da Plebe Ignara!

"Como cada um é o resultado de suas escolhas, não adianta reclamar; há que posicionar-se!"

Por Prof. Ozinil Martins de Souza 30 de Novembro de 2022 | Atualizado 30 de Novembro de 2022

Conta a estória que, em um certo lugar ao sul do mundo e em um momento de consciência crítica, os animais se deram conta de que eles eram os verdadeiros detentores do poder e que não aceitariam mais, a partir daquele momento, as imposições vindas dos que sempre os submeteram através de cobranças de impostos escorchantes, de leis absurdas e da prepotência de cargos empolados e benesses que eles mesmos criavam em benefício próprio.

A elite dos animais quedou-se perplexa; uma parte desta elite resolveu omitir-se porque devia certa submissão a animais mais poderosos a quem temiam por ações futuras que poderiam advir; a outra parte, saindo do casulo (uns chamam de constituição), resolveu apropriar-se do poder e assumir o controle das decisões da comunidade daquela região. O conflito estava, pois, estabelecido.

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Os animais produtores de riqueza, também conhecidos como plebe ignara (ainda bem que existiu um Castro Alves), descobriram que sem eles não existe nenhum reino que se sustente por si; a força de qualquer grupo depende de seus valores e convicções e, fundamentalmente, do seu trabalho. Quem produz são os animais que trabalham; quem gera riqueza são os animais que trabalham! A elite dos animais locupleta-se deste trabalho e da imposição de leis que os beneficiam e os tornam poderosos frente aos que realmente produzem. À plebe ignara não é possível questionar!

Dos animais, donos do poder (importante lembrar que existem 3 poderes autônomos e que devem se respeitar entre si), uns se omitiram, outros perderam força e surgiu o leão sem juba que, passando por cima de todos, passou a ditar regras sem levar em consideração o arcabouço jurídico do país. Animais foram presos, mutilados em prisões, perderam o direito de expressão, tiveram seus canais de comunicação com outros animais suspensos, além do clima de medo que se espalhou entre todos os animais da comunidade. Se este era o propósito parece que não foi atingido, pois os animais continuaram a resistir, bloqueando trilhas, deixando de transportar alimentos, protestando em todas as partes e de todas as maneiras possíveis; sempre de maneira ordeira e disciplinada.

Começou aí a resistência sem dono; o poder espraiou-se por animais adultos e seus filhotes. Começaram a entoar músicas que falam de liberdade, de lutar e morrer pela Pátria! Um “frisson” tomou conta do reino animal! A consciência crítica que começa a ser criada mostrou que o que sustenta a elite é o dinheiro que vem da plebe. Logo, se esta plebe deixar de consumir o supérfluo e consumir apenas o essencial a arrecadação de impostos cairá e não haverá dinheiro para bancar a elite poderosa, que tem os pés de barro. Quando a massa de animais perceber a força que detém, o poder econômico que está em suas mãos, a elite pensará muito antes de se arvorar em sua liderança.

Assim, o movimento que começou questionando o resultado da escolha de um líder com pés de barro e mãos conspurcadas, espraiou-se por outros lugares do mundo, onde a massa também é explorada e impedida de se manifestar. Como cada um é o resultado de suas escolhas, não adianta reclamar; há que posicionar-se!

“A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes!” Adam Smith

Foto do topo:Freepik

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