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Coluna Fabricio Wolff | A escolha da não escolha.
13 de Outubro de 2020

Coluna Fabricio Wolff | A escolha da não escolha.

Por Fabrício Wolff 13 de Outubro de 2020 | Atualizado 13 de Outubro de 2020

 

Chegamos em tempo de eleições e vejo muita gente “revoltada” com os posts políticos nas redes sociais… Ora, parece-me bastante natural que as redes são e serão utilizadas como canal de informação que são, principalmente porque trata-se do meio mais democrático de divulgar uma ideia. Outro argumento bastante plausível para entender que o uso das redes sociais é algo natural na política, é o fato de que elas – as redes – representam uma extensão da vida social. E se estamos em período eleitoral, nada mais óbvio do que os Facebooks e Instagrams da vida sejam recheados de mensagens de candidatos querendo se apresentar, ser vistos, mostrar suas propostas.

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Aos eleitores-internautas, resta parar no post ou passar direto. É igualmente uma escolha. E ainda que tenham o direito de se sentirem incomodados, espernear nas próprias redes contra as postagens não é nada produtivo. Sejamos sinceros: no dia a dia, em período não eleitoral, recebemos postagens de todo o tipo, com  conteúdos de toda sorte (ou azar), muitas vezes com pseudo-opiniões esbravejantes que jamais mudarão coisa alguma – mas que são a cara de uma sociedade que, com o advento das redes sociais, ganhou vez e voz, ainda que na maioria das vezes não saiba o que dizer.

Por outro lado, preocupa-me os que são frontalmente contrários às postagens dos postulantes de cargos públicos eletivos. Com ou sem o voto dos reclamantes, muitos serão eleitos. Com ou sem a aprovação de quem não gosta das postagens nas redes, esses eleitos encaminharão o destinos das pessoas nas cidades pelos próximos quatro anos. Talvez fosse menos pernicioso inteirar-se dos candidatos e suas propostas para escolher, se não o melhor, o menos pior. É provável, também, que aqueles que não querem ser incomodados agora, em período eleitoral, nas redes sociais, venham a ser incomodados pelos próximos quatro anos pelas decisões dos eleitos que venceram pelo desinteresse de muitos.

A vida é feita de escolhas, já diz a filosofia. A não escolha também é uma escolha, com a perigosa artimanha de cobrar caro o preço da omissão.
 

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