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Coluna Ana Lavratti: Pra trocar a velha crença por uma recompensa
18 de Junho de 2018

Coluna Ana Lavratti: Pra trocar a velha crença por uma recompensa

Por Ana Lavratti 18 de Junho de 2018 | Atualizado 18 de Junho de 2018

 

Segunda-feira, 6 da madruga. Não bastasse a constatação espontânea, ao me desfazer das cobertas em um esforço hercúleo, o noticiário logo confirma o que já sei: frio gigante com nova frente fria a caminho. E quando até a natureza conspira a favor da preguiça, o que faz a diferença pra gente quebrar a inércia? Romper a zona de conforto? Corromper o nó cego dos sabotadores invisíveis, aqueles que na calada da mente nos amarram ao passado ou amordaçam os melhores planos?

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Para a neurociência, a resposta está na dor e no prazer. Dois propulsores da ação. Catalisadores da mudança. Determinantes em todas as nossas escolhas. Fadadas a afastar das lembranças de dor. Aproximar das promessas de prazer. Por mais subjetiva que seja a sensação do gozo e da agonia.

 

Falar em público é um bom exemplo, visto que o mesmo compromisso pode levar ao êxtase ou, ao contrário, à exasperação. A pesquisa é antiga, de 2015, quando o Sunday Times anunciou o resultado de entrevistas com 3 mil moradores do Reino Unido. Surpreendentes, os dados mostram que 41% das pessoas temem falar em público, praticamente o dobro daquelas com medo da morte (19%) ou de enfrentar uma doença (22%).

 

Pra mim, confesso, falar em público detém desde pequena uma etiqueta bem distinta: do prazer que pude repetir no dia 6 de junho apresentando meu livro “Seus Olhos, depoimentos de quem não vê como você nunca viu”, no lançamento do 6º Prêmio Brasil Sul de Moda Inclusiva na Faculdade Senac; no dia 8 de junho na palestra “Dádiva da Vida”, no Sebrae em Florianópolis a convite da Rede da Mulher Empreendedora; e de 11 a 14 de junho como mestre de cerimônias em três eventos simultâneos no Centrosul: Congresso de Prefeitos, Seminário de Educação e Eixo Gestão Eficiente.

 

Andar de montanha russa, enquanto isso… implica numa fobia tão imensa que tenho a coragem de embarcar minha filha nos brinquedos mais radicais – incluindo os mega tobogãs do Beach Park em Fortaleza e da Wonderland em Toronto – e informar que ela vai sozinha, mesmo pequeninha, porque meu medo é maior que eu.

 

Aprender a distinguir os medos e fobias, o prazer e as manias, o que nos move e comove é ter uma ferramenta a nosso favor. A alavanca que destrava as janelas mais cerradas, descortinando um universo inteiro de avanços. À medida que eu associo a estagnação com uma condição de grande dor, ou vinculo a mudança à certeza de prazer, posso até arrefecer, ir devagar, moderar, mas mesmo assim vou me obrigar a melhorar. #UmPassoPorVez #SemprePraFrente.

 

Só preciso condicionar a mente… Como ver a semente e imaginar o fruto, o ingrediente e já prever o prato, escolher um amigo e acatar novos pactos… Com nossos sonhos, não é diferente… Quanto mais reais forem as minhas associações entre o desvio da dor, o prazer e a conquista, maior o meu gatilho pra transformar a fobia em fotossíntese, o medo em oxigênio, o difícil em desafio, o impossível em palpável, trocar a velha crença por uma recompensa.

 

 

E por falar em prazer… amanhã, dia 19, tenho o orgulho de palestrar no aniversário do Núcleo da Mulher Empresária da Associação Empresarial de Itajaí. Meu maior prazer é receber você, às 19h, no SESC Itajaí. Inscrições neste link aqui.

 

 

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