Em tempos de coach para sonhar,
“desvencilhar” o que preciso projetar e desejar.
Em tempos de líderes lapidados,
“formatados” para inspirar.
Em tempos de influencers endeusados
que só nos impelem a comprar…
de repente tive saudade da espontaneidade.
De quando acordava e dançava
sem compartilhar… porque mostrar pouco importava.
De quando não digitava. Telefonava!
Chegava e batia na porta da casa… sem precisar anunciar.
De quando perdia as horas
e não era por migrar para horário de Verão.
Envolvida pela vida, em real conexão.
Sem filtros, sem farsas, sem ninguém se vangloriar
por somar em K* os amigos.
Conectada só comigo.
Confortável com meu jeito.
Livre de metodologia ou pose sujeita à posologia.
Porque em vez de copiar cabe a mim extrapolar.
Amor, atitude, alegria… é a minha trilogia!
Se preciso seguir um padrão
que seja o da verdade,
não o da vaidade.
Com autenticidade!
Trabalhar por um propósito
não somente pelo aplauso.
Baseada num ideal, jamais em “ser igual”.
Num mundo que nos incita a imitar comportamentos,
valorizar o que é fugaz, abdicar da própria voz
na ganância de “curtidas” que passam feito o vento,
emojis que vêm e vão sem preencher o vazio em nós,
eu convido cada um a enfrentar o modelo atroz.
Sair da cama, fiel a sua essência, e afirmar para si: “eu posso”.
Fazer o que ama com frequência. E ser feliz de fato. Não só na foto.
*K = mil
A overdose de carinho que recebi em outubro, nas cinco palestras que proferi contando minha história, me relembrou como nenhuma grife pendurada no braço supera o poder do abraço.
Que nenhuma imersão digital supera a vida real.
E que ninguém se torna “alguém” sem antes admitir-se e admirar a si.
Para visualizar as imagens das palestras no Mercure Convention, na LBV e no Cool2Work, clique nas fotos da Galeria, ou aqui para a palestra em Itajaí e aqui para a palestra na OAB.
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