Maria de Fátima e Carlos Duarte, casados há 40 anos, pais de dois filhos, dedicam mais da metade da longa união a mimar uma “filha temporã”: a corrida de revezamento Volta à Ilha, que chega à 24ª edição no dia 13 de abril. Marcada pela fidelidade de atletas e equipes, que abdicam de outras oportunidades para voltar a Florianópolis todos os anos em abril, a Volta à Ilha é o carro-chefe da EcoFloripa, que já atraiu mais de 75 mil corredores para quase 140 eventos esportivos.
Legítimo patrimônio de Florianópolis, afinal propaga mundo afora as belezas da nossa Ilha, a prova costuma reunir 4 mil atletas, que se submetem a concorrida seleção para assegurar a chance de desbravar 140km entre dunas, asfalto, subidas radicais, o famoso Morro Maldito, praias ou água adentro, já que um dos trechos, entre Sambaqui e o Pontal da Daniela, inclui travessia marítima.
Para entender melhor a complexa logística que envolve a prova, com largada em plena madrugada e participações altamente heterogêneas – de duplas a equipes com 12 atletas, de profissionais de alta performance até calouros em trechos de 4km – eu fui conversar com a Profa. Dra. Maria de Fátima, que junto com o marido e a sobrinha, Luanda, também promove corridas em São Francisco do Sul, Fraiburgo e Urubici.
Pelo absoluto pioneirismo, o turismo que promove, a saúde que inspira, o exemplo de comprometimento com o bem-estar dos atletas, a renda que gera para a cidade e o espetáculo de energia que compartilha – com quem quiser assistir e torcer em todas as regiões da Ilha – a EcoFloripa traduz, como poucas empresas, o apego e o amor que temos pela aniversariante deste sábado, 23 de março, a Capital dos catarinenses.
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