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Coluna Ana Lavratti: Cada decisão tomada é uma eleição consumada
08 de Outubro de 2018

Coluna Ana Lavratti: Cada decisão tomada é uma eleição consumada

Por Ana Lavratti 08 de Outubro de 2018 | Atualizado 08 de Outubro de 2018

 

Como nas Eleições, conscientemente, eu avaliei as possibilidades, as farsas e as verdades,

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e fiz as minhas escolhas,

assim procede comigo, todos os dias, o dia todo.

Cada decisão tomada é uma eleição consumada,

com repercussões no meu meio, meu trabalho, minha família, minha saúde… meu futuro e meu passado.

Sim. Procede bem assim!

Se eu escolho perdoar, relevar, posso ressignificar. Dar novo sentido às perdas e danos, transformar o que é temerário em problema temporário.

Se eu escolho res-pi-rar, analisar com critério, priorizar o permanente sobre o urgente, o que me convence sobre o conveniente, igualmente… me torno signatário

do maior ofício do mundo, que é gerir o meu mundo.

Porque exercito, generosamente, o pequeno grau de escolhas à mercê do consciente.

 

Todos os dias, o dia todo, os valores herdados da família, as crenças absorvidas da sociedade, a intuição forjada geração após geração, determinam as minhas escolhas, sem que eu perceba, sem que eu questione, sem que eu enfrente.

Sim, no geral funciona assim!

Enquanto 5% das minhas decisões se debruçam no consciente, 95% são “involuntárias”, emergem de um inconsciente tão sedutor quanto indutor, capaz de esconder armadilhas armadas sob o véu de nobres atitudes.

Tudo isso eu aprendi no último encontro da Rede da Mulher Empreendedora, na palestra da coach e psicóloga Maria Carolina Linhares sobre o nosso modelo mental.

De tão complexo, este Mind Set – como o cérebro organiza e processa as nossas informações – dá margem a rotas e mapas enganosos, quando na melhor intenção, dispendendo todo o amor do meu coração, deixo a escolha sábia sucumbir à sabotadora.

 

Não, nunca é simples reconhecer quando o sim reflete em não pra mim!

Quando por trás da crítica eu escondo uma arrogância que sabota o meu avanço.

Quanto por trás da insistência, do aparente esmero, eu me canso e não alcanço.

Quando por trás da ajuda, do perfil prestativo, eu escondo o meu anseio por merecer recompensas, mais concentrado na ação do outro do que no meu passo seguinte.

Quando por trás da razão exacerbada, perco o timing do envolvente.

Quando por trás da vigilância exagerada, não consigo delegar nem me manter confiante.

Quando por trás da inquietação, interrompo a função, assumo novos compromissos e novamente aborto a missão.

Quando por trás do controle, aciono o piloto automático, monitorando mais o outro do que aquilo que disponho, ao alcance da mão.  

Quando por trás da postura admirável, de hiper-realizador, sucumbo à rotina, submisso à agenda, levando à exaustão o sonho que me sustenta.

Como a vítima, que nem tenta.

E o esquivo, que não enfrenta.

 

 

Todos os dias, o dia todo, preciso clamar este confronto.

Entre a decisão inconsciente, sabotadora, e a escolha sábia, promissora.

Distinguir o que é urgente e o que é prioridade.

O que posso delegar, adiar, rejeitar, e o que preciso encarar com vontade.

Reconhecer o que me faz bem, resistindo à cilada que me mantém aquém.

Dominar o meu sistema operacional, tão cheio de bugs originais de fábrica,

elegendo o pensamento certo,

que desperta um sentimento concreto,

que conduz ao comportamento correto

e àquela sensação, de orgulho sem fim,

porque mesmo sob a sedução de tantas opções, consegui votar em mim.

 

 

Para ampliar as imagens e acionar o slideshow , clique nas fotos da Galeria.

 

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