1. “Montado em seu cavalo, o fazendeiro dirigia-se à cidade como fazia freqüentemente, a fim de cuidar de seus negócios.
Nunca prestara atenção àquela casa humilde, quase escondida num desvio, à margem da estrada. Naquele dia experimentou insistente curiosidade.
Quem morava ali?
Cedendo ao impulso, aproximou-se. Contornou a residência e, sem desmontar, olhou por uma janela aberta e viu uma garotinha de aproximadamente dez anos, ajoelhada, de mãos postas, olhos lacrimejantes…
– Que faz você aí, minha filha?
– Estou orando a Deus, pedindo socorro… Meu pai morreu, minha mãe está doente, meus quatro irmãos têm fome…
– Que bobagem! – disse o fazendeiro. – O Céu não ajuda ninguém! Está muito distante… Temos que nos virar sozinhos!
Embora irreverente e um tanto rude, era um homem de bom coração. Compadeceu-se, tirou do bolso boa soma em dinheiro e o entregou à menina.
– Aí está. Vá comprar comida para os irmãos e remédio para a mamãe! E esqueça a oração.
Isto feito, retornou à estrada. Antes de completar duzentos metros, decidiu verificar se sua orientação estava sendo observada.
Para sua surpresa, a pequena devota continuava de joelhos.
– Ora essa, menina! Por que não vai fazer o que recomendei? Não lhe expliquei que não adianta pedir?
E a menina, feliz, respondeu:
– Já não estou mais pedindo, estou apenas agradecendo. Pedi a Deus e ele enviou o senhor!”
(Autor Desconhecido)
2. No início dos anos noventa cheguei em Florianópolis, e logo de cara recebi a missão de participar de reuniões com um grupo de médicos que planejava a criação de uma instituição de alto nível, de saúde.
Infelizmente a empresa que me contratou não tinha Cliente e, portanto, como me pagar. Fui obrigado a deixar aquele projeto para me dedicar exclusivamente à conquista de um grande anunciante.
3. Outro dia reencontrei aquele projeto médico, em uma situação nada agradável. Tinha sido submetido a uma delicada cirurgia, e fui para na UTI.
4. A UTI, você sabe, carrega a imagem de ser uma espécie de corredor da morte. Quando se sabe que alguém foi conduzido pra lá, conclui:
“Está morrendo!”
Coisa, aliás, não muito diferente, que acontece com o próprio hospital.
“Não consigo entrar em nenhum deles. Quando chego na recepção sinto um peso negativo tão forte, que vou parar na enfermaria”, costuma dizer um amigo.
5. Não sei quanto aos hospitais, que pela primeira vez fui submetido a uma cirurgia, mas no SOS Cárdio não é assim.
Quando levam você pra lá, é como se entrasse em uma instituição do primeiro mundo.
Tecnologicamente equipadíssimo. Médicos muito bem preparados. E, principalmente, pessoas que sabem compreender a sua situação. Que por isso tratam você como gente.
Impossível deixar de concluir: o SOS Cárdio compreende perfeitamente a importância do atendimento para o ânimo das pessoas. E que equipamento nenhum, por mais moderno que seja, é mais importante que elas.
Coisa que a maioria das Instituições não percebe. Eu, por exemplo, trabalhei vários anos em uma delas, voltada para o ensino. Tem o discurso na ponta da língua, mas trata os alunos na ponta da bota. Basta se matricularem. Como o fazendeiro da história que contei logo no início destas mal traçadas, não vêem que há algo de maior valor que o dinheiro. Consequência, aliás, de ela nunca ter tido um diretor de marketing que seja realmente de marketing.
6. Por tudo isso, quando você deixa o SOS Cárdio, sai profundamente agradecido ao Hospital, mas principalmente a pessoas como Wagner, Clarice, Mallu, Fernanda, Edna, Mayara, Sibele, Patrícia, Heloísa, Lisiane, Andreia, Bruna, Josiane e Cícero.
Gente que faz você ver a vida com outros olhos.
