Lançado em 2011, o LuxuryLab Global se consolidou como o principal summit de marcas de luxo da América Latina. Criado no México, tornou-se uma das principais plataformas do mercado e, nessa segunda-feira (30), fez seu retorno ao Brasil após cinco anos, com evento realizado no Four Seasons Hotel São Paulo. A segunda edição do fórum no país reuniu personalidades de diferentes áreas do luxo e apresentou, por meio de palestras, estudos e números relevantes do mercado, com um panorama do futuro do setor sob o tema “Disruptive Luxury”.
Entre os levantamentos inéditos apresentados no evento esteve o da Euromonitor, conduzido por Fflur Roberts, que apontou um cenário positivo para o mercado local: com faturamento na casa dos US$ 7 bilhões em 2018, um crescimento de 4% comparado ao ano anterior, a tendência é que o ritmo se mantenha e ganhe ainda mais espaço em áreas de saúde, bem-estar e turismo, apontou a executiva.
Outro tópico de destaque foi a diversidade, que a cada ano se firma como valor fundamental não apenas no luxo, mas em todas as empresas que desejam fortalecer sua responsabilidade social, como é o caso do Grupo Kering, representado no fórum por Laurent Claquin (CEO Américas), e do PayPal, que tem incorporado medidas internas para garantir maior inclusão no quadro de funcionários, garantindo ganhos tanto no lado humano como no financeiro: “Diversidade é um fato e inclusão uma escolha. Empresas com direcionamento inclusivo tendem a faturar 30% mais”, afirmou Paula Paschoal, CEO da empresa no Brasil.
Ainda dentro de responsabilidade social, o tema sustentabilidade foi praticamente unânime e se mostrou cada mais urgente e necessário para a evolução das companhias, como apontou Arthur Casas, homenageado do dia com o LuxuryLab Award por sua contribuição à arquitetura, que defendeu a importância da reutilização de materiais nas construções. Adriana Barra, por sua vez, destacou que a sustentabilidade foi uma consequência de seu novo modelo de negócio, que foca numa produção em menor escala e muito mais direcionada e personalizada, sem seguir o calendário agressivo moda – uma das indústrias mais poluentes do mundo.
