
O olfato humano, asseguram ainda os estudiosos, é mais eficaz do que o ouvido, capaz de identificar meio milhão de tons.
Nos animais, a relação olfato-sexo é total. Dizem que o macho da mariposa-imperador detecta uma fêmea em fase de acasalamento a 11 quilômetros de distância. Detalhe: contra o vento!
Será que o ser humano também é capaz de ser atraído sexualmente pelo odor do parceiro ou da parceira? Há quem atribua os encontros amorosos a uma relação química. Por isso, costuma-se dizer, quando o namoro engata, que “rolou uma química”. Química, física ou psicologia, todos temos muito a aprender diante dos mistérios da atração amorosa.
Mas seja no amor, no apetite ou nas melhores lembranças, certos cheiros marcam as nossas vidas. O cheiro do homem ou da mulher amada(o). Dos bebês – e antes que um engraçadinho se adiante, bebê de fralda sequinha!
Há cheiros inconfundíveis, como o de chuva, de grama cortada, de fruta madura no pé, da brisa do mar, de lenha no fogão, de pipoca, de churrasco, de café sendo preparado, das cinzas depois da brasa…
Para quem ama a leitura, um outro cheiro irresistível: livro novo! Sim, os papéis têm cheiros distintos.
E já que falamos de aromas, fica a sugestão, para quem ainda não leu, do livro “O Perfume”, de Patrick Süskind, que também virou filme. É a história de um homem que possui um olfato extraordinário, mas que não possui nenhum cheiro.
Um trecho: “…as pessoas podiam fechar os olhos diante da grandeza, do assustador, da beleza, e podiam tapar os ouvidos diante da melodia ou de palavras sedutoras. Mas não podiam escapar ao aroma. Pois o aroma é um irmão da respiração – ele penetra nas pessoas, elas não podem escapar-lhe caso queiram viver. E bem para dentro delas é que vai o aroma, diretamente para o coração, distinguindo lá categoricamente entre atração e menosprezo, nojo e prazer, amor e ódio. Quem dominasse os odores dominaria o coração das pessoas.”
