Em 2017, meu marido chegou de Curitiba no dia 13 de dezembro.
Tão frágil, tão exausto, com tanta dor no pós-cirúrgico, que por muito tempo o único programa do dia era a troca do curativo, na ferida aberta nas costas, com quase 30cm de extensão.
Este ano, apenas um ano depois, no dia 17 de dezembro,
o Marcio acordou cedo, acendeu as velas da sala, colocou na mochila o computador e pediu carona pra UFSC.
Diante de doutores e do orientador PhD, expôs mais que uma pesquisa. Elogiada pela Banca, era uma tese inédita, formatada em câmera lenta, ao longo de cinco turbulentos anos.
Entre os repousos e as internações, metade da Licença Capacitação, oficialmente, foi consumida em Licença Saúde, minguando a disposição, a rotina, a velocidade do raciocínio, mas jamais a fé.
Aqui do lado, sou testemunha do quanto a fé se manteve intacta, sob o juramento feito pra si próprio de que defenderia, ainda em 2018, o Doutorado em Engenharia Elétrica com tese em Telecomunicações. E quando a fé é inteira… Ah! Isso eu já disse: nenhuma bênção vem pela metade.
Quando à noite comemoramos, orgulhosos, o novo milagre da nossa coleção, eis que o autor da graça revela a procedência.
Acesa junto ao coral de anjos, no centro da mesa,
a vela fervente, simplesmente, forjou um anjo na nossa frente.
Sem qualquer obstáculo que justifique o desenho, ela escorreu dividida, esculpida, em duas asas iguais.
Por isso, meu último texto do ano no portal Acontecendo Aqui, só poderia falar de fé.
De acreditar com tamanha esperança, que entregamos tudo sem pedir fiança.
Confiamos a Deus os planos, os sonhos, até desejos secretos… em real confiança.
Assumindo a nossa parte, reconhecendo cada graça, seguindo e sentindo em leal aliança.
Para conhecer melhor a nossa história, a palestra #DÁDIVADAVIDA está disponível na web, onde conto os aprendizados extraídos da nossa experiência de superação:
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