Foto: Divulgação / Resultados Digitais
Nota do autor: este não é um texto de ficção.
Novembro de 2013, corredores do CentroSul durante o RD Summit, encontro organizado por uma startup de Florianópolis chamada Resultados Digitais que oferece uma plataforma de marketing digital que pouca gente conhece ou sabe como funciona.
Um bilhete maroto é encontrado no chão da sala onde acontecem palestras para as cerca de 300 pessoas que estão no evento. O conteúdo é chocante.
Olá, eu trago notícias do futuro – mais precisamente, de cinco anos no futuro – e talvez você pode se assustar com algumas coisas. Para evitar um sobressalto na pressão arterial ou um súbito AVC, nem vou falar sobre política. Só um spoiler: esse lance do pessoal ir pra rua protestar vai longe.
Eu escrevi esse bilhete (e é verdade o que tem nele!) só pra dizer pra você que esse negócio aí de marketing digital que te levou para este evento novo, o RD Summit, vai mudar “muitas coisas como a conhecemos”. E bem rápido.
Se você atua em alguma área da comunicação, então, é bom ficar ligado desde já.
Só pra ter um ideia da velocidade das coisas, nesse momento (novembro de 2018) estou na sexta edição do evento, em meio a umas 11 mil pessoas, escrevendo essa mensagem na fila do chopp. Sim, você leu certo, 11 mil cabeças, sem falar na parafernália estrutural, tendas, feira de negócios, trezentas mil palestras e espaço de happy hour que parece o palco alternativo do Rock In Rio…
Como chegamos a esse ponto? Bem, uma palavra que explica bem isso é escalabilidade.
No próximo ano (próximo pra você, porque pra mim é 2014, passado distante…), o Eric – o cara que criou a empresa e que fez a palestra mais cedo – vai dizer na segunda edição do RD Summit que o caminho é buscar um crescimento de 10% ao mês. Parece ninharia quando se tem uma base pequena, mas depois de uns três anos mantendo essa taxa você percebe que criou um monstro. No bom sentido, é claro.
E um monstrão vai puxando outros monstrinhos, que vamos chamar de startups (o termo é novo pra você aí em 2013?), e que vão desenvolvendo outras soluções e aplicações que você nem sequer faz ideia, automatizando uma série de funções na área de marketing e comunicação que nem adianta explicar nesse momento.
Só pra ter uma noção, a feira de negócios de 2018 tem mais de 100 empresas, muitas delas aqui da região, criadas há poucos anos, na esteira do marketing digital, já faturando bem e com dificuldade para preencher vagas de trabalho. Em 2012, as empresas de tecnologia de Florianópolis somaram a marca histórica de R$ 1 bilhão de faturamento – agora, enquanto escrevo, as notícias são de que esse total gerado na cidade já ultrapassa R$ 6,5 bilhões e emprega umas 17 mil pessoas em mais de 3 mil negócios de base tecnológica.
Você aí de 2013, fique atento ao que a molecada que está saindo das faculdades locais vem fazendo. Alguns deles, num futuro próximo, já terão vendido suas empresas, colocado uma boa grana no bolso e investindo uma parte disso em outros jovens tão ou mais promissores que eles. É assim que, de repente, muita gente ao seu redor aqui na cidade vai estar envolvido de alguma maneira no que chamam de “ecossistema de inovação” – a saber, um conjunto de projetos, programas de desenvolvimento e capacitação (públicos e privados), universidades, empresas, coworkings, etc.
Bem, chega de spoilers, até porque chegou minha vez na fila do chopp. Acho que é o bastante para você ir se preparando.
Ah, sobre as próximas Copas do Mundo e eleições… deixa pra lá. Até agora em 2018 ninguém entendeu direito o que aconteceu desde então.
Boa sorte aí com o que vem pela frente!
