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Exposição no CIC imerge na arte modernista de SC com obras de Thales Brognoli
29 de Outubro de 2018

Exposição no CIC imerge na arte modernista de SC com obras de Thales Brognoli

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Pinturas inéditas, poemas e relatos redigidos em vida nunca compartilhados, além da trajetória artística de Thales Brognoli estão na exposição Vivências e Lembranças, que abre dia 30 de outubro no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis. A mostra, produzida pela Studio de Ideias, faz um resgate da chegada do Modernismo à arte plástica catarinense por meio da história do artista que ficou conhecido no Sul do Brasil como empresário de sucesso do ramo imobiliário. Thales Brognoli morreu no ano passado, aos 89 anos.

Thales Brognoli viveu seu viés artístico nos anos 1950, quando os jovens de então buscavam se expressar frente à realidade política e econômica que o país vivia. Talentoso, foi companheiro de Meyer Filho, Hassis, Hugo Mund Júnior, Pedro Paulo Vecchietti, Rodrigo de Haro, Tércio da Gama, Aldo Nunes e Dimas Rosa. Juntos formaram o GAPF (Grupo de Artistas Plásticos de Florianópolis), que movimentou a cena cultural no Estado. Seguiram à risca o ideário Modernista e enalteceram a cultura regional catarinense em obras que retratavam as festividades populares, os interiores das casas, as cenas rurais. No entanto, aos poucos, o movimento foi enfraquecendo com a saída de seus integrantes.

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Thales foi um deles. Muito cedo, precisou deixar de lado as tintas e os pincéis para ganhar a vida no escritório, tocando os negócios da família. Mas a alma de artista não sucumbiu. Os diários, nunca vistos antes (nem pela família), trazem revelações e muita poesia.

 “A exposição vai mostrar o Thales Brognoli artista dos anos 1950 e também a essência desse artista que se manteve silenciosa, mesmo que diante do mundo ele tenha ‘abandonado’ a arte. O artista sempre este ali e isso ficou muito claro ao ler e reler os seus manuscritos ”, afirma Marina Tavares, produtora da Studio de Ideias.

A exposição contempla 25 telas pintadas entre 1946 e 1990, além de desenhos, poemas, imagens da época e também uma produção audiovisual com depoimentos de artistas, familiares e críticos de arte, entre eles o querido Janga, que nos deixou esse ano.

 

AM

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