Como nas Eleições, conscientemente, eu avaliei as possibilidades, as farsas e as verdades,
e fiz as minhas escolhas,
assim procede comigo, todos os dias, o dia todo.
Cada decisão tomada é uma eleição consumada,
com repercussões no meu meio, meu trabalho, minha família, minha saúde… meu futuro e meu passado.
Sim. Procede bem assim!
Se eu escolho perdoar, relevar, posso ressignificar. Dar novo sentido às perdas e danos, transformar o que é temerário em problema temporário.
Se eu escolho res-pi-rar, analisar com critério, priorizar o permanente sobre o urgente, o que me convence sobre o conveniente, igualmente… me torno signatário
do maior ofício do mundo, que é gerir o meu mundo.
Porque exercito, generosamente, o pequeno grau de escolhas à mercê do consciente.
Todos os dias, o dia todo, os valores herdados da família, as crenças absorvidas da sociedade, a intuição forjada geração após geração, determinam as minhas escolhas, sem que eu perceba, sem que eu questione, sem que eu enfrente.
Sim, no geral funciona assim!
Enquanto 5% das minhas decisões se debruçam no consciente, 95% são “involuntárias”, emergem de um inconsciente tão sedutor quanto indutor, capaz de esconder armadilhas armadas sob o véu de nobres atitudes.
Tudo isso eu aprendi no último encontro da Rede da Mulher Empreendedora, na palestra da coach e psicóloga Maria Carolina Linhares sobre o nosso modelo mental.
De tão complexo, este Mind Set – como o cérebro organiza e processa as nossas informações – dá margem a rotas e mapas enganosos, quando na melhor intenção, dispendendo todo o amor do meu coração, deixo a escolha sábia sucumbir à sabotadora.
Não, nunca é simples reconhecer quando o sim reflete em não pra mim!
Quando por trás da crítica eu escondo uma arrogância que sabota o meu avanço.
Quanto por trás da insistência, do aparente esmero, eu me canso e não alcanço.
Quando por trás da ajuda, do perfil prestativo, eu escondo o meu anseio por merecer recompensas, mais concentrado na ação do outro do que no meu passo seguinte.
Quando por trás da razão exacerbada, perco o timing do envolvente.
Quando por trás da vigilância exagerada, não consigo delegar nem me manter confiante.
Quando por trás da inquietação, interrompo a função, assumo novos compromissos e novamente aborto a missão.
Quando por trás do controle, aciono o piloto automático, monitorando mais o outro do que aquilo que disponho, ao alcance da mão.
Quando por trás da postura admirável, de hiper-realizador, sucumbo à rotina, submisso à agenda, levando à exaustão o sonho que me sustenta.
Como a vítima, que nem tenta.
E o esquivo, que não enfrenta.
Todos os dias, o dia todo, preciso clamar este confronto.
Entre a decisão inconsciente, sabotadora, e a escolha sábia, promissora.
Distinguir o que é urgente e o que é prioridade.
O que posso delegar, adiar, rejeitar, e o que preciso encarar com vontade.
Reconhecer o que me faz bem, resistindo à cilada que me mantém aquém.
Dominar o meu sistema operacional, tão cheio de bugs originais de fábrica,
elegendo o pensamento certo,
que desperta um sentimento concreto,
que conduz ao comportamento correto
e àquela sensação, de orgulho sem fim,
porque mesmo sob a sedução de tantas opções, consegui votar em mim.
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