Apesar de sua aceitação pela comunidade publicitária, o posicionamento desempenha um papel ainda mais importante nas relações públicas (divulgação). O motivo é óbvio. Posicionamento é essencialmente uma estratégia “do contra” ou seja, você posiciona seu produto ou sua marca “contra” uma outra, concorrentre.
E, como todo editor sabe, o que você é a favor não é notícia. O que faz a notícia é aquilo que você é contra. Ralph Nader* se tornou famoso não por defender carros mais seguros, mas por atacar sozinho as maiores corporações. Infelizmente para Ralph, ele sempre foi contra a virtualmente tud e se tornou previsível. Perdeu seu valor como notícia e se tornou invisível.
Como disse o veterano jornalista Daniel Schorr “nesta sociedade de comnicação de massa, se você não existe na mídia e na internet, para todos os fins práticos você não existe.” Ser contra uma ideia ou um conceito (não necessariamente uma outra empresa) é um patrimônio que hoje pode se traduzir em cobertura jornalística (a Apple é craque nisso com seus “vazamentos” para a mídia). Os editores estimulam a controvérsia. Os leitores, espectadores e usuários ficam embriagados.
A controvérsia é uma ferramenta que pode levar sua mensagem até as mentes das pessoas. Não receie explorá-la, Como disse o mestre David Ogilvy: “Cerca de seis vezes mais pessoas leem os conteúdos do que os anúncios.” Os editores e produtores de conteúdo estão se mostrando melhores do que os publicitários. (Artigo escrito com insigts de Jack Trout)
*Ralph Nader é um advogado e político americano. Torniou-se célebre pelas suas espalhafatosas e radicais campanhas a favor dos direitos dos consumidores nos anos 60 .
