
Traduzindo em miúdos, pediram aos jornalistas para que ao falarem de tudo o que envolve a Copa do Mundo, não falem somente de coisas positivas relacionadas à ela, a não ser que “surjam naturalmente”. Que façam tanto pautas positivas como negativas.
Apesar de a Rede Globo ser aliada da FIFA, os coordenadores de cobertura da Copa foram orientados a transmitirem a repórteres e editores que divulguem sim toda a vibração dessa paixão nacional, mas que sabem que nem tudo são flores, que problemas e irregularidades existem, e que estes devem ser mostrados também. Reportagens que ficam mostrando como a Copa está beneficiando uma porção de gente, já não estão sendo mais transmitidas.
A rede pretende cobrir tudo, sem tirar nem por. Só haverá pautas positivas em cima da seleção e seus craques, caso o Brasil, faça por merecer.
Apesar de tudo, a Globo é aliada da Fifa. Não apenas detentora dos direitos de transmissão da Copa do Mundo, mas também como licenciadora de mais de 1.700 produtos do evento, que deverão movimentar R$ 2 bilhões no varejo, segundo estimativa da mesma. Já faturou R$ 1,438 bilhão com a venda das oito cotas de patrocínio das transmissões da Copa.
E, se no Jornalismo a ordem é procurar distanciamento, imparcialidade, na Publicidade o posicionamento da Globo é de emissora oficial da Copa. A Globo lançou sábado um novo comercial, chamado Cadeiras, sob o conceito “Agora Somos um Só”, cuja proposta é mostrar “como a televisão, com a transmissão de uma Copa do Mundo, tem a magia de colocar o país todo na mesma vibração”.

