Entrevista com Bruno Watté, diretor da RBS sobre os 90 anos do jornal A Notícia
24 de Fevereiro de 2013

Entrevista com Bruno Watté, diretor da RBS sobre os 90 anos do jornal A Notícia

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Foto: Cleber Gomes

 

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AcontecendoAqui acompanhou o evento que o Grupo RBS realizou na última sexta-feira, 22/02, em Joinville, para comemorar os 90 anos do jornal A Notícia, o segundo mais antigo em circulação no Estado de Santa Catarina. Na oportunidade realizamos uma entrevista com Bruno Watté, diretor regional da RBS em Joinville, que revelou aspectos da trajetória da publicação e o que está sendo preparado para conquistar os consumidores das gerações X e Y.

 

 

 AAqui – Com 90 anos de existência, o AN é um dos mais antigos jornais do País. Quais foram os episódios marcantes na trajetória dele?

Bruno Watté – O AN orgulha-se de ter em seu currículo dois Prêmios Esso, de ter chegado cinco vezes à etapa final do Prêmio Pini e ter recebido uma vez o prêmio principal desse, que é considerado o Oscar da indústria gráfica nacional. Também foi o primeiro jornal do País a ter seu Sistema de Gestão Ambiental certificado pela ISO 14.001, que determina o equilíbrio entre o setor industrial e de produção com o menor impacto ambiental possível. Na história recente, temos trabalhado fortemente as causas comunitárias locais. Exemplos desse trabalho são a cobrança de um parque para Joinville (já inaugurado), o apoio à causa dos bombeiros voluntários de Joinville, a cobertura torcedora pelo Joinville Esporte Clube e a cobrança e ajuda na mobilização de lideranças empresariais e políticas para conquistas da cidade, como o ILS (sistema que auxilia a navegação aérea em situações de mau tempo) para o aeroporto, além do campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).


AAqui – O AN faz parte da RBS, um Grupo que controla 18 emissoras de TV, oito jornais, 26 emissoras de rádio e dois portais de internet, entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Quanto representa a participação do AN no faturamento anual do Grupo?

B. W. – O Grupo RBS publica anualmente o balanço de seus jornais, de forma consolidada. O AN, nos últimos anos, vem crescendo seu faturamento a taxas superiores à da média de mercado. Temos investido fortemente na relação com anunciantes e agências, nos aproximando deles para entender suas necessidades e poder oferecer soluções adequadas e impactantes de comunicação. Também temos investido bastante na qualificação de nosso time comercial. Hoje temos uma equipe muito mais qualificada e presente no mercado, capaz de gerar soluções para nossos clientes. Fruto destas ações, o AN tem gerado resultados econômicos sólidos e crescentes.

 

AAqui – Ao ser adquirido pela RBS o jornal passou do formato standard para tablóide. O que motivou essa mudança e qual foi a reação de leitores, agências e anunciantes?

B. W. – O que motivou, não somente a essa mudança, mas todas as ações realizadas e as que ainda vamos realizar, é o interesse e o anseio do nosso leitor. Fazemos pesquisas regulares para entender a satisfação de nossos assinantes e o que representa valor para eles na relação conosco. Um exemplo recente disso é o lançamento da edição “A Noticia – Mais” no mês passado. As pesquisas nos apontaram um índice de satisfação superior a 80% entre os assinantes. É o interesse do leitor que norteia cada uma das nossas decisões.

 

AAqui – O AN sempre teve a iniciativa de lançar projetos e edições especiais. Quais são as novidades nesse aspecto em 2013?

B. W. – Já realizamos uma série de iniciativas em 2013 e faremos ainda muito mais. A primeira edição no ano dos 90 anos (em 1-jan-2013) foi uma edição histórica, com mais de 300 páginas. Foi a maior edição que o AN já produziu nesses 90 anos. Depois disso lançamos a promoção aniversário premiado, lançamos a revista “+Estilo” e o caderno “Negócios & Cia” dentro do conceito do “A Noticia – Mais”. A edição de hoje também é comemorativa, com um caderno que valoriza 90 personagens que fazem parte do nosso dia-a-dia (funcionários, anunciantes, comunidade e leitores). Ainda hoje estamos lançando a edição para tablet e smartphones que reproduz a edição impressa. Essa versão será gratuita até o final de março, a título de degustação. E vem muito mais por aí. Não posso abrir todas as iniciativas que estamos planejando, pois estragaria a surpresa. Mas podem ter certeza de que muita coisa boa está para sair do forno.

 

AAqui – Vamos falar em tecnologia. Qual o montante investido e em quais áreas, para preparar o veículo para conquistar os novos consumidores considerados digitais?

Foto: Pena Filho

B. W. – Não vou falar em valores, mas em iniciativas. No final do ano passado lançamos o novo site do AN, que atingiu em janeiro a marca de 1,5 milhão de acessos. É um número muito forte! Temos investido bastante em nossa presença nas redes sociais. Temos hoje quase 20 mil seguidores no twitter e quase 22 mil curtidores no Facebook. Nossa meta é chegar a 50 mil curtidores até o fim do ano. Estamos lançando hoje a edição impressa em tablets e smartphones, que estará disponível gratuitamente até o final de março. Tudo isso deixa claro que o AN está em linha com o que há de mais moderno na indústria jornalística atualmente. Temos hoje muito mais leitores do que em qualquer outro período desses 90 anos de história, tudo isso graças à tecnologia e à evolução das plataformas online.

 

AAqui – Um assunto que interessa de perto às agências de propaganda e anunciantes são os números relativos a tiragem, assinantes, vendas em banca, auditoria de circulação e etc. Fale sobre esses aspectos do AN.


B. W. – Mesmo com todo o crescimento da audiência online, que mencionei acima, estamos avançando também na audiência da edição impressa. Somos auditados pelo IVC e essa informação está à disposição de todas as agências e anunciantes. Sendo bem objetivo, nossa circulação impressa em janeiro de 2013 foi 3,1% superior à circulação impressa de janeiro de 2012. Isso é um reflexo do trabalho focado nos interesses de nossos leitores, que nos retribuem com uma audiência crescente. Fazendo a tradução dessa afirmação, quero dizer que fazemos um jornalismo de qualidade, de muita credibilidade e de forte inserção comunitária. Nossos leitores percebem isso.

 

AAqui – Há algo que você queira acrescentar?

B. W. – Acho que vale um comentário importante sobre nossas pessoas. Temos hoje um time de 241 funcionários, que é quem efetivamente faz essa história acontecer. Temos uma crença muito forte de que apenas um time qualificado, motivado e que sabe aonde quer chegar pode viabilizar qualquer uma de nossas pretensões. Temos investido fortemente em nossas pessoas, no desenvolvimento de nossas lideranças, em nosso ambiente de trabalho. Esse trabalho de gestão e desenvolvimento das pessoas é o principal pilar de sustentação da nossa estratégia empresarial.

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