O que seria do sol sem o mar pra se espelhar?
Ou então da lua sem o breu onde brilhar?
O que seria da tela sem as nuances das cores?
Ou das flores, sem os amores pra brindar?
O que seria do trigo sem a receita?
Ou da foto, sem a lembrança perfeita?
O que seria das regras sem a lisura?
Ou de mim, sem essa aventura?
Sem a boa ventura de sentir pertinho
amigos distantes do meu ninho,
imunes ao tempo e ao destino,
fadados a bússula no meu caminho.
Um amigo de infância
querendo ou não é a discrepância
por desejar todo o bem
e nos acostumar muito mal.
Onde os outros veem defeito,
ele vê diferencial. Afinal,
um amigo especial…
vê fofura onde há gordura,
a bravura por trás do fiasco.
Ora aceita ser caixa-forte, redoma do meu fracasso,
ora se faz porta-voz, ecoando os meus anseios.
Porque um amigo verdadeiro
torna as vitórias viáveis e as guinadas mais estáveis.
Procura o mérito em cada ação
e na inercia é motivação.
Como a água que chia se é hora de pôr o chá,
assim um amigo antevê a chateação.
Identifica meu sinal em simbiose sem igual,
num zelo bi-la-te-ral.
No egoísmo, vê a carência,
na briga, a diferença. E sempre sabe o que dizer!
Poderia condenar, mas prefere compreender.
Em vez de conformar, ajuda a empreender.
Se acaso criticar será pra construir. Sem jamais invejar.
Porque o sucesso de um amigo nos impele a não vergar.
E quer saber o melhor, desde a cobrança ao indulto?
Fazer amigos de infância mesmo já sendo um adulto.
Pros meus amigos desde pequena e pros novos grandes amigos que puderam estar comigo na palestra #DádivaDaVida, no aniversário de 22 anos do Núcleo de Mulher Empresária da Associação Empresarial de Itajaí, onde tive o privilégio de contar a minha história no dia 19 de junho.
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