por Danielle Fuchs*
Pra começar, vamos dismitificar essa história de que profissional bom é aquele que enrola a língua pra se autodenominar ou mostrar as habilidades profissionais. Na maioria das vezes, termos como crossmedia, stakeholders, customer life cycle, follow up, briefing, networking, mailing, media training, branding, entre outros, podem ser substituídos por palavras em português.
É certo que os jargões fazem parte do mundo corporativo. Não se pode negar, também, que as terminologias ajudam na compreensão da mensagem, já que a significação integra o processo de comunicação. De minha parte, admito que acho charmoso usar networking, stakeholders e expertise. Mas o fato é que qualquer uma dessas expressões tem uma boa substituta na nossa língua. Então, fica a dica: excesso de erudição e muita neonímia emprestada do inglês complicam o entendimento. Pronto, juro que vou tentar usar menos daqui por diante. Ok?
Vamos ao que interessa. Seja em português ou em inglês, no Brasil ou em qualquer outro país, trabalhar a comunicação corporativa é primordial. Como diria Machado de Assis, desde os tempos do ‘leilão do Ipiranga’…ops…melhor trazer essa analogia mais pra frente….até o Chacrinha já dizia que ‘quem não se comunica, se trumbica [a galera da Geração Z pode procurar no Google quem era o Velho Guerreiro].
E quando falamos em comunicação, é preciso ter em mente que muitas (muitas mesmo) são as possibilidades e profissionais envolvidos no mix de comunicação, entre eles: publicitário, relações públicas, marketeiro, assessor de imprensa e gestor social. Antes de pensar em contratar um serviço, portanto, é importante compreender o papel de cada profissional, assim como entender a importância de cada um deles no processo. Passada essa etapa, vem a enorme gama de serviços e canais passíveis de serem utilizados na era da Comunicação 3.0. As possibilidades são inúmeras, mas, cuidado: nem todas servem pra sua empresa. O ideal é buscar uma solução customizada…ops…personalizada pra você.
Pois bem, pra ter resultado com comunicação, potencializando ainda mais a equação de valor do seu produto, é preciso começar pela informação. Entenda o processo, converse com profissionais e peça a sua própria receita. Nada de proposta ‘CTRL C + CTRL V’. E exija mesmo. Nós, profissionais da área, sabemos que a melhor forma de impressionar nosso cliente é trazendo resultado real. Traduzindo: dinheiro. Afinal de contas, você sabe como funciona a cabeça do seu consumidor, não sabe? O primeiro passo é atrair a ‘atenção’ dele (o que a comunicação bem feita faz com maestria). Em seguida, vem a busca pela ‘intenção’, depois pelo ‘desejo’ e, por fim, a ‘ação’ de compra. Em outras palavras, o dinheiro.
Portanto, não abra mão de um bom trabalho para puxar com força essa cadeia. Mas não esqueça: a roda precisa girar, virando um ciclo vicioso. Parte deste dinheiro pode e deve ser reinvestido. Aonde? Na comunicação! Por que uma coisa é certa: traduzir a sopa de letrinhas do segmento é fácil, mas milagre ninguém pode fazer, só mesmo apelando pra Madre Paulina.
Copiou?
Danielle Fuchs é jornalista e diretora da Fuchs Comunicação Estratégica.
