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Coluna Fabrício Wolff | A Comunicação na era virtual
06 de Março de 2018

Coluna Fabrício Wolff | A Comunicação na era virtual

Por Fabrício Wolff 06 de Março de 2018 | Atualizado 06 de Março de 2018

Se as novas tecnologias mexeram com o mundo da comunicação?  Claro que sim. Não que o conhecimento dos elementos básicos da comunicação tenha deixado de ser fundamental. Não que uma boa argumentação não seja o diferencial entre o sucesso e o fracasso de uma empreitada. Não que a palavra, quando bem utilizada com significado e momento certos, tenha perdido seu poder. A prática da boa comunicação, da comunicação bem utilizada, nunca cairá em desuso – e é ela que diferencia os que conquistam posições dos que ficam estacionados no mesmo lugar.

Porém, não há como negar que as novas tecnologias mudaram a forma, as ferramentas de se comunicar. Estamos vivendo uma nova geração que prefere “conversar” pelo whatsapp do que ter um momento face a face com seu interlocutor; que praticamente acredita que a vida virtual das redes sociais pode substituir a vida real. E isto tudo, claro, interfere na comunicação. Não sejamos “velhotes” de pensar que as ferramentas das novas tecnologias não são importantes ou benéficas, quando bem utilizadas. Não fossem elas, nem estaríamos tendo este contato.

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O que impressiona, no entanto, é verificar que as pessoas estão se afastando (ou deixando de “se conectar” realmente) para manter amizades quase que somente virtuais (quando não totalmente). O novo mundo, com pouca segurança nas ruas e pais muito atarefados, faz com que especialmente crianças e adolescentes se acomodem no mundo virtual, com menos contato pessoal. Até aí, uma simples união da tecnologia aos novos (e inseguros) tempos em que vivemos. Mas até que ponto esses novos tempos podem influenciar na qualidade de vida e na felicidade das pessoas?

No caso do tema específico da coluna, a pergunta que se destaca é: até que ponto esses novos tempos podem influenciar na comunicação?  Até hoje, desde sempre, o ser humano se destaca pelo uso correto das ferramentas da boa comunicação, como os argumentos, a palavra, a técnica no uso de ambos, e na empatia ao se comunicar. A inteligência na comunicação pessoal é fundamental, pois é possível observar os sinais do receptor de sua mensagem; é disponível utilizar das preferências do receptor para facilitar seu acesso a ela; e, é claro, muito mais fácil contextualizar e aprofundar suas ideias em um contato face a face, utilizando todas as técnicas e artimanhas da boa comunicação. 

A comunicação pessoal é quente; a virtual é fria (não que seja descartável, muito pelo contrário). As novas tecnologias podem aperfeiçoar a comunicação que conhecemos, mas não a substituirão. O que talvez aconteça, é que no futuro tenhamos menos pessoas preparadas para alcançar o sucesso através da comunicação – o que não quer dizer que não possam fazê-lo pelo uso da tecnologia. Estamos vivendo um tempo de mudanças cada vez mais rápidas. Vamos ver até onde elas impactam na comunicação, que desde os homens das cavernas é meio primordial de vida em sociedade. Sociedade que, aliás, só existe por causa dela.  

      
 

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