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Coluna Ana Lavratti: Nem dom nem dogma, mas um domínio que se exercita
05 de Fevereiro de 2018

Coluna Ana Lavratti: Nem dom nem dogma, mas um domínio que se exercita

Por Ana Lavratti 05 de Fevereiro de 2018 | Atualizado 05 de Fevereiro de 2018

Nos oito anos em que trabalhei na Band, do ano 2000 a 2007,

cada demanda trazia consigo um desafio.

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Como curinga do Jornalismo, ora apresentava o jornal ao vivo, no conforto do estúdio,

ora entrava ao vivo pra todo o Brasil, em eventos regionais de interesse nacional.

Ora improvisava tudo, opinando na bancada do “Programa César Souza”,

ora seguia a risca o texto do script, até a narração, cronometrada, encaixar nas cenas já captadas…

ora pra “Série Reportagem”, em outros estados e países,

ora pro “Nossa Terra Nossa Gente”, nos recantos mais remotos.

De perto, vi a superprodução a serviço do superelenco da Band em São Paulo,

recebida pela Olga Bongiovani pra uma longa e carinhosa “conversa” transmitida ao vivo pra todo o país.

De camarote, acompanhei as Escolas na Passarela Nego Quirido, responsável por ancorar os intervalos, interagindo com políticos e personalidades do mundo do samba entre um e outro desfile do nosso Carnaval.

 

Em 2003, há 15 anos, foram mais de 10 horas de cobertura. Exigindo que eu contracenasse, feito amiga íntima, com dezenas de entrevistados com dezenas de procedências com dezenas de reações diante da câmera da TV.

Ver as pessoas murchando a voz, com o olhar sem saber pousar, intimidados pela condição de entrar em tempo real em milhares de lares, me faz questionar como pra mim a exposição é “simples assim”.

Não importa o tamanho do público, a qualidade do ensaio ou a dimensão da notícia, acho que enfrento sem medo por distinguir o momento; tratar um momento como 1 momento, não como se fosse a vida ou a performance definitiva.

 

Quando nós baixamos as expectativas,

esperamos menos de alguma ocasião,

fica muito mais fácil domar o coração,

confiar em si, controlar a situação.

E o mesmo vale pro nosso rol de relações.

 

Esperar menos dos outros,

compreender que têm prioridades diferentes das nossas,

que simplesmente não se importam nem se envolvem,

torna muito mais fácil evitar a frustração.

Esperar dos outros o que faríamos por eles

só funciona se à nossa frente houver um espelho,

e nesta semana, este é o meu conselho:

 

Se for pra subir o padrão,

que seja das próprias ambições e longas pretensões:

quanto posso produzir, como eu quero viver, quem desejo ser.

Em relação ao agora, é apenas uma parcela.

As reações dos outros? Espere menos delas:

menos cumplicidade, menos sacrifício, menos empatia, menos amor.

 

Administrar as expectativas não é dom nem dogma,

mas um domínio que se exercita.

Quando puder ajudar, não espere recompensa.

Se precisar de ajuda, não “projete” o remetente.

Ela pode falhar onde mais se prospecta,

como pode prover de onde menos se espera.

 

Clique nas fotos para acionar o slideshow e ampliar as imagens de coberturas da Band, no Brasil e no mundo

 

 

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