Na edição de ontem, 28 de dezembro, o periódico destaca as belezas naturais do Estado catarinense iniciando com a Serra do Rio do Rastro, os cânions, cachoeiras e vinícolas localizadas em São Joaquim.
O jornal conta a história de Santa Catarina iniciada há 150 milhões de anos, quando se formou o Oceano Atlântico, separando América do Sul e África. Nas terras da banda de cá, surgiu, pela ação de vulcões, o Planalto Meridional, um conjunto de paredões que chega a mil metros de altura e se estende por 600km, do Paraná ao Rio Grande do Sul. Estamos bem no meio da cordilheira, a mais de 1.500m de altitude, no Parque Nacional de São Joaquim, em Santa Catarina, unidade de conservação criada em 1961 para proteger os remanescentes das matas de araucárias e imbuias.
O acesso ao parque se dá pelos municípios de Bom Jardim da Serra e Urubici. Um tesouro da natureza. A esse tesouro se juntaram outros, mais recentes, pela ação da mão do Homem. O cultivo da uva, que abastece as 15 vinícolas da Serra Catarinense, várias delas abertas a visitação e degustação de mais de 200 rótulos, e da maçã, vedete da economia local.
O turismo surge com os primeiros resorts, hotéis e pousadas, e o convite à visitação de vários cânions, como o das Laranjeiras, em Bom Jardim da Serra, e de verdadeiros monumentos naturais, como a Pedra Furada, em Urubici. Tudo sob um clima mutante — de dia, faz sol; à noite, gela, e até neva — e carregado por uma História protagonizada por índios, jesuítas e imigrantes europeus. Uma combinação que faz da Serra do Rio do Rastro e seus arredores um dos destinos turísticos mais interessantes do Brasil e ainda pouco conhecido.
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Fotos da reportagem: Custodio Coimbra / Agência O Globo
