Idealizada pelas promotoras culturais Denise Becker, Leilah Corrêa Vieira e Vania Rossi em parceria com a Fundação Hassis, a Mosq – Feira de Artes Visuais propõe um novo conceito de artes visuais em Santa Catarina a partir da união de esforços entre artistas, gestores públicos e privados, galeristas, colecionadores, jornalistas especializados, pesquisadores e admiradores de arte com o propósito de ampliar o acesso aos trabalhos artísticos, quer seja como contemplação ou aquisição. Associar valores estéticos e financeiros é uma necessidade num cenário em que a valoração da obra de arte aparece quase sempre como interrogação. A primeira feira, realizada em novembro de 2015, no passeio Pedra Branca, em Palhoça, afirmou-se como sucesso de público e de venda, sinalizando que Santa Catarina precisa reforçar ou aprimorar pensamentos e ações relativas ao mercado. Com essa convicção, as articuladoras realizam a 2ª Mosq entre 2 e 11 de setembro, no D’Acâmpora Bistrô e Eventos, em Florianópolis.
Em uma estrutura montada especialmente para a feira, a visitação estará aberta a partir do dia 3 de setembro, das 14 às 22h. A comissão curatorial, composta por Denise Becker, Leilah Corrêa Vieira e Denilson Antonio, selecionou trabalhos de cerca de cem artistas. A Mosq assegura o espaço expositivo, a montagem, a segurança vigiada e toda estrutura para a comercialização. A aquisição dos trabalhos será viabilizada à vista através de recebimentos em moeda corrente, cartão de débito e cartão de crédito. Os trabalhos podem ser adquiridos emoldurados ou não.
A nova edição prevê aperfeiçoamentos e amplitude no propósito de refinar as questões mercadológicas. O evento neste ano engloba discussões com um público mais amplo possível. A ideia é aproximar, por exemplo, os arquitetos, uma atividade em estreita sintonia com o universo das artes visuais. Além disso, o projeto passa a contar com a parceria institucional de cinco galerias ou escritórios de arte: Casa Açoriana Artes Galeria, Circuito Galeria, Faferia DNA da Arte Galeria, Helena Fretta Galeria de Arte e Myrine Vlavianos Arte Contemporânea. Essa participação é valiosa, segundo as idealizadoras que também investiram num totem digital, um atrativo para ampliar informações sobre o evento.
O projeto de montagem, sob a responsabilidade de Denilson Antonio, segue um modelo aleatório com distribuição homogênea no espaço expositivo. A expografia, segundo ele, busca um jogo de leitura que se dá no processo do trabalho, no equilíbrio das cores e não propriamente do artista ou do trabalho em si. Nesse formato não é possível destacar obras, o importante é assegurar uma equidade no tratamento.
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