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Especialistas temem nova bolha na internet
20 de Janeiro de 2011

Especialistas temem nova bolha na internet

A alta das empresas e o otimismo exacerbado sobre a internet criou risco de que aconteça uma nova bolha no setor, que já vivenciou o problema nos anos 2000. Especialistas ouvidos pela Folha de S.Paulo afirmam que a supervalorização de companhias como Facebook, LinkedIn ou mesmo o Groupon são a principal preocupação.

O problema não é a valorização em si, mas o fato de as empresas não oferecerem planos claros sobre seu futuro. No caso do Facebook, por exemplo, cuja avaliação de mercado é estimada em US$ 50 bilhões, não se sabe qual será seu próximo passo, ainda mais com Mark Zuckerberg fazendo questão de negar propostas como o aparelho telefônico com a marca da empresa. “Não sabemos como ele conseguirá ampliar as receitas para justificar sua valorização, que no caso de um IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) pode subir mais”, disse à Folha Greg Sushinsky, investidor que há 20 anos atua no Vale do SilÃÂcio.

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Com o Google foi diferente. Em 2004, quando a companhia resolveu abrir capital (antes mesmo do IPO), já havia certa confiança por parte dos investidores porque eles podiam ver os negócios que sustentariam tal valorização durante os anos seguintes. Mesmo sem essa segurança, acredita-se que o Facebook inicie a abertura de capital em 2012.

LinkedIn e Groupon caminham da mesma forma. O primeiro, que funciona como rede social para negócios, tem valor de mercado estimado em US$ 2 bilhões; o segundo, que estreou o mercado de compras coletivas, alcançou US$ 7,8 bilhões – mesmo tendo sido lançado em novembro de 2008.

Um caso que serve de exemplo para os temores dos analistas é o do Second Life, rede social que prometia dar uma realidade alternativa aos usuários. O site foi criado há oito anos e alcançou pico entre 2002 e 2006, quando chegou a registrar quase 5 milhões de pessoas, mais centenas de empresas. Mais tarde, o recurso se tornou desinteressante e todo o investimento posto nele desapareceu; como não houve um “plano B”, a empresa não conseguiu se reerguer.

Com informações do Adnews

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