A Johnson & Johnson é uma das marcas estrangeiras mais estabelecidas na China, onde é conhecida como Qiang Sheng – um equivalente fonético aproximado da marca original, que traduzidos significam “forte” e “vida”.
Ela montou sua primeira joint-venture (uma expressão de origem inglesa, que significa a união de duas ou mais empresas já existentes com o objetivo de iniciar ou realizar uma atividade econômica comum, por um determinado período de tempo e visando, dentre outras motivações, o lucro) em 1985, durante o boom da publicidade televisiva do país.
Mais recentemente, em meio ao crescimento da China no marketing on-line, a empresa se aproximou do mundo digital com cautela.
A VP-marketing da empresa, Christina Lu, tem orientado a divisão para uma abordagem mais digital e experimental. Em 2013, 15% do seu gasto com publicidade era digital; este ano será superior a 40%, disse ela. Por seu papel em ajudar a J & J atualizar e digitalizar a sua comercialização para a China, Lu foi nomeada um dos “Ad Age 2015 Women to Watch China”.
Christina foi a responsável também pela divulgação de ações da empresa, como a ação filantrópica em 100 cidades chinesas e em mais de 20 províncias para treinar médicos e enfermeiros na reanimação de recém-nascidos. “É importante que as pessoas saibam o que nós fizemos, e que a Johnson & Johnson realmente levanta mais consciência sobre problemas de respiração dos recém-nascidos”, explicou.
Além disso, a profissional se destacou por ideias e inovações que vão muito além de apenas comerciais. Tendo como público alvo as mulheres e a informação, por meio de uma pesquisa, de que as grávidas precisam esperar de duas a três horas horas nos consultórios para serem atendidas, a empresa está lançando a cobertura Wi-Fi para elas em salas de espera, com um pop-up on-line direcionando-as para uma página de informações por meio de jogos interativos.
A VP também baniu de sua equipe a idéia de um comercial de TV como ponto de partida para uma campanha. Não se trata de orçamentos. “Se você não te uma ideia poderosa que pode ser ativada sem um comercial de TV, você não está lá ainda”, disse ela. Mais tarde, é claro, um spot de TV podem ser adicionados, se isso for bom para a campanha, completou.
Informações: Advertising Age
