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Santa Catarina anda na contra-mão da crise econômica. Tema da entrevista de Raimundo Colombo ao Canal Livre
10 de Agosto de 2015

Santa Catarina anda na contra-mão da crise econômica. Tema da entrevista de Raimundo Colombo ao Canal Livre

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Colombo falou sobre o crescimento da economia em SC, os desafios de sua gestão e analisou o momento político brasileiro. “Com o voto você muda pessoas e isso é um processo simples. Para mudar o sistema é preciso conscientização. Por isso que a crise nos permite olhar além do que estamos vivendo.” 
O programa foi exibido em rede nacional neste domingo, dia 9, à meia-noite e os vídeos estão disponiveis aqui. 
 
Confira os principais assuntos debatidos no Canal Livre
 
 
Crise e economia
“A crise política contaminou a economia e o Brasil como um todo. Há uma crise profunda do sistema e vamos ter que muita maturidade e bom senso para construir um cenário melhor. Não dá pra deixar como está.
 
Governo simplificado
Estamos simplificando o governo para garantir a produtividade e a geração de empregos a fim de revitalizar setores como o da maçã, o madeireiro e o têxtil que já começam a dar sinais de recuperação. Reduzir impostos sempre com equilíbrio fiscal. Nossas contas estão equilibradas e nossa é estratégia acelerar os investimentos para que esse dinheiro movimente a economia.”
 
Investimentos
“SC é destaque em vários indicadores sociais e econômicos. Setor madeireiro se revigorou. O setor têxtil dá sinais de retomada. A safra foi boa e também temos além do setor de pescados  o segmento do turismo. Nossa agroindústria é muito forte e alta do dólar favorece a exportação. O setor metal mecânico está se ressentindo por outro o setor público lado temos recursos para investir, nossas contas são equilibradas e a nossa estratégia é acelerar para que esse dinheiro ajude a movimentar a economia.”
 
Sistema público
“O estado tem que ser o agente motivador para combater o pessimismo e propor ações e estratégias para ter resultados. Com o voto você muda pessoas e isso é um processo simples. Para mudar o sistema é preciso conscientização.
Eu reconheço que o sistema público está podre, não tem chance de dar certo em nenhum lugar do Brasil. Se mantivermos esse modelo que está aí, com, por exemplo, déficit da previdência, inchaço dos órgãos de fiscalização e controle. O estado brasileiro foi feito para não funcionar e as pessoas percebem isso. Se não mudar o sistema a crise será cada vez maior. Troca o partido A pelo B, troca as pessoas e e não acontece nada, piora mais. Então me parece lógico que tem alguma errada no sistema! Com o voto você muda pessoas e isso é um processo simples mas para mudar o sistema é preciso conscientização. Por isso que a crise nos permite olhar além do que estamos vivendo agora com fator novo e relevante – os movimentos das ruas. Hoje a classe política está acovardada, foge do debate, tem vergonha de defender seus pontos de vista.”
 
Reforma eleitoral
“Todos os brasileiros de bem sabem que tem que mudar o sistema e acabar com esse número de 30 partidos. Sou a favor do voto distrital. O político precisa estar próximo de sua comunidade. Nossos políticos vão entender que é a hora da virada, que não é mais possível fazer o combate do déficit da previdência, derrubando o fator previdenciário; programar o reajuste do salário acima da inflação e aumentar o salário do judiciário quando teve ajuste fiscal. A reforma eleitoral virou essa palhaçada que está aí.” 

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