Por que a propaganda odeia produtos farmacêuticos e vice-versa?
19 de Junho de 2015

Por que a propaganda odeia produtos farmacêuticos e vice-versa?

Há muitas dificuldades que impedem a expressão da criatividade na indústria farmacêutica, que é repleta de regulamentos e restrições sobre o que pode ser dito ou não em uma campanha publicitária.

Os criativos do mundo inteiro já estão acostumados às dificuldades ao processo criativo e terem muitas de suas ideias proibidas de serem realizadas devido aos diversos fatores burocráticos e que podem infringir as leis da comunicação nesta indústria.

 

Criatividade superando barreiras
O seminário realizado no festival Lions Health pela agência BBDO, promove a desmistificação deste tema e tenta mostrar que é possível que as agências de propaganda possam produzir excelentes campanhas para esta indústria farmacêutica.

Só para se ter uma ideia desta rigorosa regulamentação, até mesmo o nome da palestra “Why Pharma Hates Advertising and Why Advertising Hates Pharma” teve restrições e queixas dentro da indústria farmacêutica porque o uso da palavra “Hate” é proibido em qualquer forma de comunicação de modo geral.

Para exemplificar uma curiosidade, o palestrante John Orborn, CEO da agência BBDO de Nova York, ilustrou que até mesmo na palavra HEALTH, existem 4 letras que constituem a palavra HATE.

Uma das grandes dificuldades na produção de campanhas na área da saúde é o simples fato de que ninguém quer saber deste assunto, porque as pessoas não desejam ficar doentes.

 

O que acontece quando você tenta se comunicar com um produto que ninguém quer?
A sua campanha se torna cara, intrusiva e associada com doença. Portanto, os benefícios dela se tornam invisível e o trabalho desenvolvido acaba sendo sem imaginação, pequeno e repleto de estereótipos.

No entanto, é possível a realização de um trabalho criativo e eficiente para esta indústria e este é um desafio que todos os profissionais de criação desejariam solucionar e pode ser obtido através do uso da emoção, engajamento, confiança e perspicácia.  Foi citado como exemplo algumas campanhas para outras indústrias, como a campanha da Dove “Retratos da Beleza Real”, Snickers, “You are not you when you are hungry” e Old Spice “The man your man could smell like” e que serviram como exemplo do uso das técnicas citadas acima e que também espelharam algumas campanhas sensacionais já desenvolvidas para a indústria farmacêutica.

 

Conheça os filmes de 2 campanhas interessantes que foram apresentadas neste evento e que mostram algumas das técnicas que ajudam na realização de um trabalho criativo e bem feito para a categoria da indústria farmacêutica. 

 

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