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Filmando Com Back.
14 de Outubro de 2012

Filmando Com Back.

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A estreia do filme “O Contestado, restos mortais”, de Sylvio Back, é para mim muitos motivos de alegria. Primeiro porque acompanho e admiro a trajetória desse mestre e operário do cinema desde “Lance Maior”, realizado em 1968. Uma carreira de luta, singular e de bons filmes. Meu primeiro contato com Sylvio foi nos anos 80 quando, estudante do curso de jornalismo da UFSC, fazia uma pesquisa sobre o cinema em Santa Catarina. Foi lá, no seu apartamento em Curitiba, que ele deu a ideia para criarmos a Cinemateca Catarinense. Desde então nossos encontros foram vários. Idealizei mostras e inclusive projetei vários de seus filmes no antigo projetor da UFSC no auditório do Centro de Convivência. Em 1998, fui seu assistente, juntamente com o amigo Frazão, em “Cruz e Sousa – O Poeta do Desterro”. Ali, por detrás das câmeras, pude observar e participar da dedicação e do rigor com que o “Cacique” preparava e compunha cada fotograma dos filmes que até então só via nas telas de cinema. Anos mais tarde, comecei a preparar “O Contestado, restos mortais”, como seu diretor assistente. Foram inúmeras as viagens que fizermos para a região do Contestado e muitas as que fizemos em torno do tema, essas mais interessantes. Sempre provocativo, polêmico e com o olhar na contramão da história oficial, com o Sylvio Back, posso dizer, como as linhas que transcrevo abaixo do poeta Paulo Leminski, aprendi a amar ainda mais o cinema. Aleluia Back!

“Como meus companheiros de vício, foi para discutir cinema que estudei teorias de linguagem, sociologias, psicologias, metafísicas várias que, de outra forma, nunca teriam me despertado o menor interesse. Naqueles ‘days of wine and roses’, todos sonhávamos em ser cineastas. Só um de nós, porém, foi com toda a força para cima do sonho. Esse mestiço alemão com húngaro, o ‘cacique do sul’, como o chamava o Glauber, que soube amar o cinema mais que todos nós”. Paulo Leminski

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Claquete

Bombando na imprensa. O centenário do início da Guerra do Contestado (1912-2012) começa a dar visibilidade a esse episódio que ainda precisa ser estudado, compreendido e entendido suas origens, complexidade e desdobramentos. A Revista de História (n◦ 85 de outubro), publicada pela Biblioteca Nacional reserva 20 páginas sobre este conflito que matou mais de 15 mil pessoas, com textos de especialistas no assunto como o do professor da UFSC, Paulo Pinheiro Machado. Já o jornal O Globo do dia 6 de outubro publica uma página inteira sobre a Guerra Esquecida assinada pela jornalista Roberta Jansen.

Café Kino na UFSC. A exibição da ficção “Guerra dos Pelados” na UFSC foi um bom momento para ouvir sábias opiniões do diretor do filme Sylvio Back, do professor do curso de cinema da UFSC Jair Fonseca, do aluno representante do cine-clube Rogério Sganzerla, Gustavo e do professor Paulo Pinheiro Machado.

Em Montevideo e Lisboa. “A Antropóloga” será exibido no dia 20 de outubro na Mostra de Montevideo, às 17:30 hs no complexo Punta Carretas Shopping. Já de 9 a 17 de novembro o longa catarinense participa da V Mostra  Rotas&Rituais,  no melhor cinema de Lisboa, o São Jorge. A partir do dia 25 de outubro A Antropóloga estará em todas as videolocadoras do país, distribuído pela Imagem Filmes.

Jeferson De. Já está preparando o seu próximo longa o talentoso diretor paulista Jeferson De (diretor do longa Bróter). O filme será rodado na Ilha e produzido por Kátia Klock. Sorte Brother!

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