Semana passada, em São Paulo, numa coletiva promovida por uma empresa multinacional com jornalistas de várias partes do Brasil e de outros países, confirmei mais uma vez a importância da comunicação regional. Depois da apresentação do CEO da empresa, o espaço para perguntas revelou o interesse de cada um dos jornalistas, ou seja, a cidade, Estado ou região onde estão sediados.
Todos queriam saber como as mudanças anunciadas iriam impactar em seus respectivos locais de trabalho, além de querer informações sobre novos investimentos e perspectivas que poderiam gerar renda ou lançamentos em produtos.
Como assessores de imprensa, enfrentamos o desafio de oferecer informação relevante de acordo com o perfil do veículo. Por isso é tão importante conhecer o foco de cada um e ter um bom relacionamento com quem trabalha ali. Portanto, considero que a rede de assessorias regionais é hoje um modelo efetivo de comunicação para uma empresa que está presente em vários lugares do país. Na minha empresa atendemos três empresas assim e percebemos os resultados favoráveis de um trabalho em equipe.
No dia seguinte à coletiva, tivemos uma reunião com todos os assessores regionais e a troca de informações que fazemos sempre virtualmente tornou-se física, permitindo um intenso enriquecimento sobre como encontrar soluções para os desafios do dia-a-dia. Em alguns lugares um evento de relacionamento pode funcionar muito bem, em outros é preciso mandar informações contínuas e exclusivas para conseguir gerar confiança com o interlocutor.
A base de tudo, isto é, a informação, deve ser tratada com responsabilidade e cuidado em todos os lugares. Mas a forma de envio, as ferramentas utilizadas e a aproximação com os jornalistas possuem peculiaridades regionais que não há mailing nacional que resolva. Os próprios colegas de redação, antes e depois da coletiva, no almoço e no caminho para o aeroporto, revelaram o que consideram desagradável e o que é legal nesse caminho de mão dupla. E uma coisa foi unânime: é preciso conhecer o assessor para saber se a informação é importante. Daí a força do trabalho regional.
Até a próxima!
Sara Caprario
