O planeta comporta hoje mais de 7 bilhões de pessoas, uma infinidade de empresas que produzem e vendem centenas de milhares de produtos e serviços. Como escolher diante de tantas opções? A resposta está nas indicações e referências que recebemos dos amigos e conhecidos. É por isso que cultivar amizades e estabelecer relações representam oportunidades tanto profissionais quanto sociais A prática no networking ou simplesmente QI (Quem Indica) é cada vez mais aceita para que possamos decidir com rapidez e segurança e as redes sociais na internet podem ajudar muito nessa tarefa.
Antes de chegar à Casa Branca, o ex-presidente Bill Clinton adotou a sistemática de anotar o nome do interlocutor que conhecia e os dados para contato em um livrinho preto. Sempre que era questionado sobre os motivos para essa metodologia, sua resposta era sempre a mesma: “Quero entrar no mundo da política para chegar a governador do Arkansas; por isso tomo nota de todas as pessoas que vou conhecendo”. O atual presidente americano, Barack Obama, utilizou as redes sociais e novas tecnologias para aprimorar esse trabalho de coletar, organizar e cultivar relações com as pessoas para chegar ao cargo eletivo.
Essa prática não serve apenas para a política. De acordo com uma pesquisa feita em julho desse ano no Brasil pela consultoria Deloitte, seis em cada dez empresas utilizam a indicação de funcionários na hora de contratar. Segundo essa pesquisa, 59% dos empregados são transparentes e abordam sobre os pontos positivos e negativos dos amigos que indicam. Isso vale também para as compras, como mostra uma pesquisa feita pelo Data Popular, em agosto desse ano, ao revelar que sete em cada dez mulheres optam por produtos com base em indicação de pessoas próximas, tais como amigos, parentes e conhecidos.
Apesar da importância do networking, nas últimas duas semanas estive participando de uma série de palestras em eventos acadêmicos e o que menos vi foram estudantes e profissionais fazendo contatos. A maioria permaneceu de cabeça baixa concentrada em seus smartphones, e foram poucos os que trocaram cartões, contatos, telefones, etc. Mas, ao contrário, sempre que possível troque cartões de visitas, adicione as pessoas em suas redes sociais e cultive relacionamentos que podem interessar a ambos com o compartilhamento de informações e as interações frequentes.
Se é verdade que não é preciso saber fazer, mas saber quem faz, a prática do networking e do QI podem ajudar e muito nos dias atuais. Particularmente, sempre acreditei na frase do fundador de uma grande companhia aérea, chamado Rolim Adolfo Amaro, que dizia que o maior patrimônio de um homem são seus amigos. Mais do que um bem precioso, seus amigos e conhecidos são fontes de novos negócios e oportunidades. Você sabe quem são seus amigos e mantém contato com eles? Quantos deles recomendariam você? Quantos você pode recomendar? Lembre-se: quem tem um amigo, tem tudo.
