- Um homem deixou as ruas frias do inverno de Curitiba para umas férias na ensolarada Fortaleza.
A esposa estava viajando a negócios e combinou encontrá-lo no Ceará, no dia seguinte.
Quando chegou ao hotel, o homem resolveu enviar-lhe um e-mail, mas como não anotara o endereço eletrônico, tirou da memória o que lembrava e ficou torcendo para que estivesse correto.
A memória falhou, e a mensagem foi parar no computador de uma senhora cujo marido havia morrido recentemente.
Quando leu o e-mail que não era pra ela, tomou um choque Estav escrito:
“Querida , Acabei de chegar. Foi uma longa viagem. Apesar de só estar aqui há poucas horas, já estou gostando muito.
Falei aqui com o pessoal e está tudo preparado para su a chegada amanhã. Tenho certeza que você também vai gostar. Beijos do seu eterno e amoroso marido. PS: Está fazendo um calor infernal aqui !!!!’
Acabou de ler, desmaiou.
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- Li não sei onde essa história e me lembrei, imediatamente, de uma questão que temos discutido muito na Latin Partners: será que as Agências de publicidade catarinenses estão falando corretamente com seu principal público-alvo?
A conclusão é sempre a mesma:
“Não.”
Claro que os consumidores dos produtos e serviços dos Clientes delas são prioritários. Só que o principal público-alvo das Agências é o Cliente ou o prospect delas.
É com ele que as Agências têm de dialogar para conquistar seu respeito e admiração.
Se não fizerem isso e se limitarem a dar recados individualmente, eles sempre chegarão na pessoa errada. Que não entenderão nada. Ou, se entenderem, desmaiarão… de rir.
- Nessa hora é bom dar uma olhada na história da propaganda brasileira e ver como ela ganhou isso do mercado.
Se fizermos isso vamos ver que lá atrás, décadas de 40 e 50 sete agências concorrentes perceberam uma coisa muito importante: antes de conquistar um Cliente era indispensável conquistar os Clientes.
E começaram a trabalhar juntos.
Juntos regulamentaram a profissão, estabeleceram regras de convivência com os Clientes, criaram o Cenp etc. E nunca deixaram de competir entre eles.
Pena que depois a publicidade venha vindo perdendo aquela forma e respeito perante os Anunciantes.
Infelizmente as gerações que se sucederam não aprenderam a lição. Num verdadeiro vale-tudo passaram a cuidar apenas do seu próprio negócio .
O resultado está aí: anunciantes impondo critérios de remuneração a seu bel prazer, agências aceitando qualquer negócio para garantir uns trocados a mais, Clientes deitando e rolando.
Em Santa Catarina não é diferente.
Mas pode ser.
- Santa Catarina tem dado, na área da Comunicação, grandes exemplos para o Brasil: o trade da comunicação, formado por entidades como a ACAERT, ADI e Adjori, Levantamento do Mercado da Veiculação Publicitária no Estado e agora mesmo o ParTv são exemplos de que realmente pode.
É só entender que divergir faz parte do jogo; colocar as mágoas em um segundo plano; conter excessos de vaidade; exercer, cada um, sua capacidade de superação; e conversar.
Conversar sobre problemas comuns e buscar soluções para eles.
Se forem capazes de fazer isso – e são – o resto do Brasil vai morrer de inveja.
