- O hospício tava lotadaço, os médicos queriam se desfazer de alguns doidos. Então colocaram todos os malucos para pular em um trampolim em uma piscina. Só que estava totalmente vazia.
Foi o primeiro, pulou e se esborrachou no chão, o segundo, o terceiro, e todos caiam direto no fundo da piscina.
Aí o nosso conhecido amigo doido chegou, subiu no trampolim, olhou para baixo e voltou. O médico pensou Oba, esse aí eu posso liberar, ele não pulou. – Por que você não pulou? -Não conta pra ninguém não, mas é porque não sei nadar. (do site Piadas engraçadas)
2. Dia 15 de janeiro. Bradesco da Praça XV de novembro em Florianópolis. Meu relógio marcava uma e trinta e oito quando ela chegou no balcão
Chegou e foi logo explicando:
“Preciso de dois cheques administrativos.”
“Só com o gerente”, foi a resposta.
“Então, chame o gerente”.
“Ele está almoçando. Só às duas e meia.”
“Então, vou aproveitar para atualizar meus dados. Sou cliente há mais de vinte anos e muita coisa aconteceu de lá para cá. Mudei de endereço, separei-me do meu ex-marido, casei-me de novo… um monte de coisas.”
“A senhora trouxe uma conta de luz?”
“Não, mas tenho o extrato do cartão de crédito, que confirma o endereço.”
“Não serve. Tem conta de luz?”
“Tenho a de telefone, acabei de pagar. Olha aqui o…”
“É conta de telefone fixo?”
“Não, é de celular.”
“Não serve.”
Louca da vida, a mulher já se afastava quando foi chamada:
“Escuta, a senhora disse que se casou outra vez?”
“Disse.”
“Então, preciso da sua certidão de casamento.”
“Precisa não, porque vou fechar minha conta aqui”
Duas e trinta e cinco, a mulher voltou.
“Preciso falar com o gerente, pra providenciar dois cheques administrativos.”
“O gerente ainda não voltou do almoço.”
Duas e quarenta e três, o gerente chegou.
“Pois não, senhora.”
“Preciso que o senhor me faça dois cheques administrativos.”
O gerente pediu uma série de informações e de documentos, prontamente fornecidos.
“Vou fazer os cheques.”
Três e meia e nada: a mulher, impaciente, falou de novo com a menina do balcão.
“Por favor, veja se tem algum problema. Quem sabe ele se esqueceu de mim. Preciso levar esses cheques lá no Continente e se não chegar até as quatro vou perder um negócio muito importante.”
Não demorou muito para a jovem voltar.
“Estão confeccionando os cheques.”
Três e meia. A mulher, nervosíssima, falou duro, quase gritando, com a jovem atendente:
“Quem é o chefe aqui? Quero falar com ele.”
“Calma, senhora. Os cheques estão saindo.”
“Faz uma hora que você me disse isso, e até agora nada.
“Se eu perder o negócio que tenho de fazer…”
Desta vez, a moça ficou com medo. Correu para a sala do gerente, que, então, entregou o cheque à mulher.
3. Infelizmente, em algumas instituições o pessoal que ali trabalha age como se os clientes são loucos. E parecem querer que eles pulem, lá do alto do trampolim, em uma piscina vazia.
4. Mas há também organizações que primam pelo atendimento.
Outro dia, eu e Déborah, minha mulher, fomos ao Outback do Shopping Beira-Mar. Fomos atendidos pelo Guilherme.
Na mesa ao lado sentou-se o que parecia ser uma família – dois casais e uma jovem.
Chegou, pegou os cardápios, começou as conversar sobre ele.
Então, o Guilherme apareceu. Criou-se uma discussão em torno dos pratos oferecidos. Guilherme, com a paciência que Deus lhe deu, tentava, inutilmente, conciliar.
A confusão durou mais de meia hora. Guilherme anotou os pratos, saiu sorrindo – não sei se de prazer, porque conseguiu escapar ileso, ou se de nervos.
De qualquer maneira, chamei o Guilherme e lasquei um apelido:
“Você é o Guilherme saco de ouro.”
