A Satoro e o brigadeiro da Dona Luíza
26 de Novembro de 2012

A Satoro e o brigadeiro da Dona Luíza

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Elóy Simões
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1.“Quer mais um?”

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Querer eu queria, eu era louco pelo brigadeiro da dona Luíza, mas meu dinheirinho mal dava para pagar o que eu havia terminado de comer.

“Não senhora, muito obrigado, estou satisfeito”, eu disfarçava.

Dona Luíza compreendia isso.

O diabo é que eu nunca podia. O dinheiro que minha mãe, muito de vez em quando me dava, era muito pouco pra comer dois brigadeiros.

Ela sabia, mas mesmo assim jamais deixava uma criança que nem eu sair de sua casa sem comer mais um. Ainda que soubesse que jamais receberia por ele.

“Coma, meu filho, depois você paga. Quando puder.”

Dona Luíza era uma velhinha com seus sessenta, setenta anos. Eu, um garoto de seis, sete.

Ela vivia sozinha, às custas dos docinhos que fazia, e – hoje acredito – de alguma aposentadoria.

Os docinhos, mais sua generosidade, tornaram-na famosa na cidade.

Dona Luíza não tinha vendedor. Nem precisava, todo mundo – porque estava organizando uma festa ou por gulodice mesmo ia até a casa dela, que – nem telefone tinha –  fazer a encomenda.

Lembro-me, ainda hoje, do sorriso que dona Luiza fazia, quando dava um brigadeiro pra gente.

2.“De agora em diante só vamos comprar Honda, nessa Concessionária,” disse-me Deborah.

A gente acabara de sair da Honda Satoru, ali da Rodovia SC 401, de onde tínhamos retirado nosso carro após a revisão.
“Nunca fui tão bem atendida.”

Déborah tinha razão, os caras foram perfeitos. Proporcionaram-nos uma experiência única de bom atendimento, que nunca vivemos em um Revendedor de automóvel.

3. No livro Marketing de Atitude, lançado há pouco, Júlio Ribeiro, o autor, se refere a Joe Girard, “segundo o  Guiness, o homem que mais vendeu carros no mundo – 1.420 em 1973.”

Júlio recorre a uma entrevista que Girard concedeu à Editora Sênior da Harvard Business Review e transcreve alguns trechos dela. Como:
“O meu segredo é simples: ame os seus Clientes e os seus funcionários e demonstre que você os ama.”
“Quem comprava um carro comigo não levava só o carro. Levava eu junto.”
“Ninguém suporta ficar esperando numa oficina. Quando eu vendia carro, meu braço direito era capaz de ir à oficina da concessionária enquanto o cliente estava no estacionamento, voltar com três ou quatro mecânicos e em vinte minutos solucionar o problema.”
“Se alguém é atendido assim, vai comprar onde da próxima vez?”

Déborah, minha mulher, e eu, já decidimos: na Satoru. Porque pela primeira vez nos sentimos importantes, tratados com respeito, sinceramente amados em uma Concessionária.
Nossa experiência lá lembrou-me dona Luíza. Porque foi como se estivéssemos saboreando o brigadeiro que ela fazia.

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