Pesquisas realizadas no Brasil e no mundo apontam para o cenário das empresas familiares nos dias atuais: a cada 100 empresas, 30 sobrevivem à segunda geração e, somente 15, à 3ª e 4ª gerações. Isto se dá, principalmente, por dificuldades de planejamento e nas ações de liderança por parte dos membros da família. A falta de interesse ou habilidades dos possíveis sucessores também podem gerar conflitos entre sócios e familiares, interferindo negativamente na dinâmica da família e dos negócios.
Para entender melhor como funcionam os desafios no dia a dia das empresas familiares e para discutir como reverter os dados atuais, a professora Adriana Adler aborda o assunto, no próximo dia 8 (quarta-feira) na sede da Fundação Fritz Müller (FFM). Na oportunidade será apresentado o Programa de Desenvolvimento do Acionista e da Família Empresária – PDA, realizado pela Fundação Dom Cabral (FDC) e o case do Bistek Supermercados, apresentado pelo diretor comercial da rede, Walter Ghislandi.
A palestrante e o tema
Adriana Adler é Professora da Fundação Dom Cabral e membro da família fundadora da empresa Brinquedos Estrela S/A. Ela afirma que um dos principais agravantes para o fechamento de empresas familiares é a falta de diálogo aberto entre a família sobre os planos para o futuro. “Estas conversas envolvem temas complexos e difíceis de lidar e, por receio de abalar a harmonia familiar, postergam a conversa, que é fundamental para a evolução da família empresária”, explica.
Segundo a especialista, todos os membros da família devem ser envolvidos nas decisões. Eles são familiares, porém, são também sócios ou futuros sócios. “A empresa familiar precisa ser compreendida com sistemas de funcionamento e padrões próprios. Se de um lado a empresa demanda resultados, meritocracia e oportunidades de crescimento, no lado familiar existe a harmonia, vínculos emocionais e financeiros. Envolver todos os membros ajuda no engajamento e na compreensão das decisões”, comenta Adriana.
Para escolher o sucessor ideal, alguns pontos devem ser levados em consideração: “é fundamental avaliar competências técnicas, bagagem para a posição, habilidade de trânsito na família, liderança, visão de futuro e a legitimidade por parte de familiares e colaboradores. O processo sucessório envolve varias dimensões, que devem ser abordadas para garantir o engajamento e promover uma transição de sucesso”, finaliza a especialista.
