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PONTO DE VISTA: Emílio Cerri, publicitário.
28 de Dezembro de 2012

PONTO DE VISTA: Emílio Cerri, publicitário.

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Emilio CerriAcontecendoAqui – O que o senhor destaca como acontecimento relevante para a propaganda catarinense em 2012?

Emílio Cerri – O principal, sem dúvida, foi a constatação que a comunicação comercial catarinense já alcançou o mesmo nivel qualitativo dos maiores mercados do País. Vejo com satisfação a evolução do profissionalismo nas agências, nos fornecedores, na mídia e em muitos anunciantes.
Definitivamente a propaganda que se cria e produz em nosso estado já está ombreada com o que se faz de melhor nos chamados “grande centros”. Mas também é preciso destacar a brilhante e eficaz gestão de Rosa Estrella e sua equipe no Sinapro/SC, os 50 anos da pioneiríssima Propague, as premiações alcançadas fora do estado pelas agências 9mm e Marcca no Profissionais do Ano e, claro, o excepcional trabalho de Alexandre Guedes e a turma do Clube de Criação na realização do Prêmio Catarinense de Propaganda e os anuários.

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AcontecendoAqui – Na sua opinião os anunciantes catarinenses são exigentes na qualidade de sua propaganda?

Emílio Cerri – Infelizmente nem todos, mas é notória a evolução na medida em que mais empresas percebem a necessidade de dar total atenção ao marketing e à comunicação, duas das principais exigências competitivas e condição de sobrevivência nos dias de hoje. As empresas de sucesso sabem muito bem quanto vale isso. A grande verdade é que no novo mundo do “ego-marketing” não é mais suficiente ter visibilidade na mídia e relacionar-se. É preciso ceder o protagonismo ao consumidor. Não é mais suficiente criar plataformas para que ele se relacione com a marca. Agora é fundamental usar as novas plataformas para que ele se relacione com outros clientes/usuários a respeito de um valor único/exclusivo da marca. Para isso, os anunciantes precisam desenvolver “cultura mercadológica”. Que envolve também a contratação de profissionais para o um
consistente trabalho interno e ter a seu lado uma boa agência. Simples assim.

 

AcontecendoAqui – Quais mudanças o senhor gostaria de ver realizadas em 2013?

Emílio Cerri – Espero que seja o ano da efetiva implementação das teses discutidas e aprovadas no nosso V Congresso da Indústria da Comunicação, com prioridade para estas cinco conforme já foi definido pelas entidades:
– A criação no Cenp de um sistema de depósito de tabelas de preços de veículos, especialmente para que não haja discrepância entre os
valores praticados com anunciantes públicos e privados.
-Encaminhamento ao MEC de solicitação para flexibilização de conteúdos disciplinares, currículos e a contratação de profissionais do
mercado como professores em regime especial nas escolas superiores de publicidade.
-Elaboração de um manual de melhores práticas para o relacionamento entre anunciantes, agências e fornecedores do mercado de produção,
contendo modelos de contratos a serem adotados como padrão pelas partes, com as devidas adaptações necessárias aos mercados regionais.
-Aprovação das regras para a comunicação comercial pela internet. O objetivo é a criação de um conselho de auto-regulamentação que
defina parâmetros éticos para tratamento de dados que poderão ser utilizados para a comunicação personalizada ou marketing direto, em
contraponto à proposta de restrições à atividade que vem sendo preparada pelo Ministério da Justiça.
– Endosso e recomendação como referência para o mercado dos Indicadores de Sustentabilidade para a Indústria da Comunicação com a
indicação de que as empresas fixem metas mensuráveis para nortear sua evolução.

Emilio Cerri é publicitário.

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